Nas ruas, 15 equipes da prefeitura tentam atender os mais de 100 chamados
Trabalho seguirá durante o fim de semana e região central concentra os maiores estragos

Mais de 100 chamados relacionados à queda de árvores foram registrados em Campo Grande depois do temporal que atingiu a cidade na tarde de quinta-feira (10). Cerca de 15 equipes trabalham na retirada dos troncos, na desobstrução das vias e na liberação de áreas atingidas, segundo o secretário da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), André Brandão.
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Um temporal com rajadas de vento entre 86 e 90 quilômetros por hora atingiu Campo Grande na tarde de quinta-feira (10), derrubando árvores, postes e causando danos em diversas regiões da cidade. Mais de 100 chamados foram registrados, e cerca de 15 equipes municipais e estaduais trabalham na desobstrução das vias. A área central foi a mais afetada, e os trabalhos devem continuar durante o fim de semana.
O trabalho reúne equipes municipais e estaduais e deve continuar durante o fim de semana. Embora as ocorrências tenham sido registradas nas sete regiões urbanas, a área central foi a mais afetada.
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“São cerca de 15 equipes mobilizadas em um grande trabalho coletivo, numa parceria entre os órgãos públicos, com a Agetran, a Defesa Civil, o Governo do Estado e o Corpo de Bombeiros. Temos mais de 100 chamados de árvores caídas em Campo Grande. São situações que atingiram as sete regiões, mas a área central foi a mais impactada”, afirmou André.
Segundo o secretário, a prioridade neste primeiro momento é retirar árvores e outras estruturas que bloqueiam ruas ou oferecem risco à população. Depois, as equipes deverão iniciar os reparos nos espaços e prédios públicos danificados.
“É um trabalho que seguirá no decorrer do dia e também no fim de semana. Primeiro, precisamos promover a desobstrução das vias. A partir disso, vamos tratar das outras ações, incluindo a recuperação de vários próprios públicos danificados pelo temporal”, explicou.
Além das árvores caídas nas ruas, houve registros de troncos e galhos sobre carros, imóveis, postes e cabos da rede elétrica. Em alguns pontos, a remoção depende do desligamento da energia para que as equipes possam trabalhar com segurança.
Esplanada Ferroviária - Na Esplanada Ferroviária, uma estrutura derrubada pelo vento permanecia energizada na manhã desta sexta-feira (11). De acordo com André, a Energisa foi acionada para interromper o fornecimento antes da retirada.
“A Esplanada foi fortemente atingida pelo vento. Estivemos no local ainda ontem à noite com a Energisa e as equipes da Sisep, mas a estrutura que está no chão permanecia energizada. A concessionária está trabalhando para desativar a energia e, depois disso, faremos a remoção”, disse.
Como a área integra um conjunto tombado, o local deverá permanecer isolado até que seja feita a avaliação dos danos. Ainda não há estimativa do prejuízo nem previsão para o início da recuperação.
“No primeiro momento, a área ficará isolada, até por se tratar de um patrimônio tombado. Na sequência, vamos calcular o impacto do vento, mensurar o valor do prejuízo e definir as intervenções. Agora, estamos concentrados em liberar a via e recolher tudo o que foi destroçado”, acrescentou.
Árvores sadias também caíram - André afirmou que já existe um trabalho preventivo para retirar árvores condenadas e fazer podas, mas reconheceu que exemplares considerados saudáveis também foram derrubados. Conforme o secretário, as ações de manejo deverão ser ampliadas.
“A prefeitura vem atuando na retirada das árvores condenadas e na realização de podas. Neste momento, estamos ampliando essas ações. Infelizmente, tivemos rajadas próximas de 90 quilômetros por hora. Entre as árvores que caíram, havia algumas que já apresentavam problemas, mas também árvores sadias atingidas pelo vendaval”, declarou.
Segundo ele, a Defesa Civil havia emitido avisos sobre o risco de tempestade, mas a força do vento superou o que era esperado.
“A Defesa Civil já havia emitido o alerta de tempestade, mas o fenômeno foi superior ao que estávamos esperando. O trabalho preventivo existe e vem sendo executado, mas árvores sadias também tombaram devido à força do vento”, completou.
A prefeita Adriane Lopes (PP) também foi questionada sobre a quantidade de árvores derrubadas, muitas delas sobre veículos e cabos da rede elétrica. Segundo ela, não há uma medida específica capaz de impedir esse tipo de ocorrência porque parte dos exemplares atingidos estava saudável.
“Não existe uma medida específica porque as árvores estavam sadias e em diferentes locais da cidade. Não há o que fazer em um momento em que tivemos ventos estimados em torno de 86 quilômetros por hora, como nunca aconteceu. Não tem como prever qual árvore vai cair, mas as secretarias estão tomando medidas para mitigar os danos, atender a população e levar assistência a quem precisa”, afirmou Adriane.
Estragos - O temporal atingiu Campo Grande no fim da tarde de quinta-feira, com chuva intensa e rajadas estimadas entre 86 e 90 quilômetros por hora pelas autoridades municipais. Árvores de grande porte foram arrancadas, postes caíram e cabos de energia atingiram ruas e veículos.
Também houve registros de casas destelhadas, muros derrubados, fachadas destruídas e danos em prédios públicos. Na Avenida Mato Grosso, árvores caíram sobre carros e bloquearam trechos da via. A rede elétrica foi afetada em vários bairros, e equipes de outras localidades foram chamadas pela Energisa para reforçar os reparos.
O balanço completo dos prejuízos ainda não foi concluído. Segundo a Sisep, a avaliação financeira ficará para uma segunda etapa, depois da retirada das estruturas, da liberação das ruas e do atendimento às situações de maior risco.


