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Capital

No calendário e nas ruas, o dia é dedicado à orientação sobre a Síndrome de Down

Por Paula Maciulevicius e Mariana Lopes | 21/03/2012 10:26

Alunos da escola Juliano Varela, pais e diretores formaram o número estimado de mil pessoas em passeata pelas ruas do centro

A maior conquista que eles exibiam era ter gente no mercado de trabalho e ver vencido parte do preconceito. (Foto: Mariana Lopes)
A maior conquista que eles exibiam era ter gente no mercado de trabalho e ver vencido parte do preconceito. (Foto: Mariana Lopes)

No calendário, dia 21 de março. Nas ruas, a luta contra o preconceito. No Dia Internacional da Síndrome de Down,eles saíram distribuindo sorrisos em uma passeata pelo centro de Campo Grande.

Alunos da escola Juliano Varela, pais e diretores, em número estimado de mil pessoas, estavam ali para mostrar a quem passava a capacidade que eles têm de trabalhar e de principalmente, ser feliz.

Há 18 anos, a escola voltada para os portadores de Síndrome de Down, Juliano Varela “nascia”. Dois anos depois do nome que leva vir ao mundo. A ideia veio dos pais de Juliano, evoluiu, cresceu e conta com 160 alunos.

Hoje na passeata, Nair de Oliveira Silva, 62 anos, representava a força das famílias que lutam para viver com outros olhos. Que enxergam a vida como os filhos veem. Mãe de Jussara Oliveira Silva, 29 anos, ela lembra que a filha não conseguia se comunicar nem para pedir comida.

Jussara foi uma das primeiras alunas da Juliano Varela, 18 anos depois a jovem fala, se comunica e se relaciona com o mundo diferente do dela, que muitas vezes vê preconceito em ser diferente.

“Ela melhorou em tudo, a escola foi fundamental para o desenvolvimento dela”, agradecia a mãe.

As mãos erguidas para cima mostravam que ali não tinha ninguém com vergonha. Em plena Afonso Pena, os professores incentivavam “quem tem Síndrome de Down leva a mão aí”. Não tinha um só braço que não fosse erguido.

A maior conquista que nesta quarta-feira os participantes exibiam era ter gente no mercado de trabalho e ver vencido parte do preconceito.

Com o sonho de ser fotógrafo, Miguel Ângelo Ramires da Silva, 25 anos, trabalha há sete anos como auxiliar de caixa em supermercado.

“Na escola a gente se diverte, faz atividade”, dizia com orgulho.

Para a idealizadora da escola e do evento, a data marca mais que o Dia Internacional. “É a felicidade de uma luta de 17 anos. Conseguimos inserir tanto no mercado, quanto na sociedade e hoje eles vieram para a rua mostrar isso também”, finalizou.

Movimentação também teve apresentação de Capoeira. Onde eles brilharam. (Foto: Mariana Lopes)
Movimentação também teve apresentação de Capoeira. Onde eles brilharam. (Foto: Mariana Lopes)
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