Mascote é criado para combater ideia de que Campo Grande não tem lazer
Cansado de ouvir que a cidade não tem nada para fazer, estudante criou personagem para divulgar a Capital
Cansado de ouvir que “Campo Grande não tem nada para fazer”, o estudante de Turismo Guilherme Arevalo, de 21 anos, decidiu transformar a crítica em projeto. A ideia ganhou forma com a criação de Guatá, um mascote de turismo desenvolvido com inteligência artificial, que tem como missão divulgar a cultura, a história e os atrativos turísticos da Capital por meio de posts e vídeos nas redes sociais.
RESUMO
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O estudante de Turismo Guilherme Arevalo criou o Guatá, um mascote digital em forma de capivara, para promover o turismo em Campo Grande. O projeto, desenvolvido com inteligência artificial, surgiu após críticas frequentes de que "não há nada para fazer" na capital sul-mato-grossense. A iniciativa inclui a criação de um site com chatbot interativo e produção de conteúdo para redes sociais, apresentando pontos turísticos, roteiros e aspectos históricos da cidade. O projeto também prevê um passaporte digital turístico, oferecendo recompensas aos visitantes que completarem os roteiros propostos.
O personagem é uma capivara, um dos animais-símbolo da cidade, e carrega no nome a essência do projeto. Guatá tem origem indígena e significa caminhar, explorar, o que se conecta diretamente com a proposta de convidar moradores e turistas a enxergarem Campo Grande com outros olhos.
Guilherme conta que o projeto surgiu dentro do curso de Turismo, que ele cursa na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), como parte de um projeto de iniciação científica, ligado à extensão universitária.
Durante um estágio no aeroporto da Capital, ele começou a ouvir com frequência um discurso que o incomodava.
“Eu identifiquei que bastante gente que vinha para Campo Grande falava que a cidade não tinha nada para fazer, que não era um lugar atrativo turisticamente. Aí eu pensei em uma ideia onde eu poderia contribuir para mudar esse pensamento”, relata.
Segundo Guilherme, essa visão negativa não parte apenas de turistas, mas também dos próprios moradores.
“Esse pensamento é mais dos próprios moradores. Isso influencia, querendo ou não, na percepção de quem vem visitar Campo Grande. A gente vê que a cidade não tem uma plataforma de turismo forte, um Instagram que comunique isso de forma clara”, avalia.
A partir disso, Guilherme começou a estruturar uma plataforma digital de turismo, que ainda está em fase de finalização. O site contará, inclusive, com um chatbot, nos moldes do ChatGPT, onde o visitante poderá interagir diretamente com o personagem.
“Dentro desse site vai ter um chatbot, como se fosse um chat de inteligência artificial, só que com o Guatá como personagem”, adianta.
Enquanto o site não é lançado, o projeto já ganhou vida nas redes sociais. O primeiro vídeo foi publicado em dezembro, mostrando o personagem visitando o Bioparque Pantanal.
“Esse Instagram eu comecei a trabalhar no mês passado. Lancei o primeiro vídeo do Guatá visitando o Bioparque, e de lá para cá algumas pessoas têm gostado bastante do personagem, dizendo que é uma boa iniciativa”, conta.
Todo o conteúdo é produzido de forma digital, com uso de inteligência artificial para criação do personagem e dos vídeos.
A proposta vai além de apresentar pontos turísticos tradicionais. Guilherme quer criar roteiros completos que mostrem o que fazer em Campo Grande de forma prática e atrativa. Uma das ideias é desenvolver um passaporte digital de turismo.
“Eu penso em criar um passaporte digital, como já existe em cidades como São Paulo. A pessoa visita determinados pontos, recebe carimbos e, ao completar o roteiro, ganha uma recompensa ou lembrança”, explica.
Entre os locais que devem aparecer nos conteúdos estão espaços já conhecidos, como a Feira Central, a Morada dos Baís e a Praça Ary Coelho, mas também lugares ligados à história e até aos mitos da cidade.
“Quero falar mais da parte histórica de Campo Grande, trazer essas histórias, mitos e curiosidades de forma mais lúdica, através dos vídeos”, afirma.
No fim, Guilherme espera que o projeto ajude a mudar a percepção sobre Campo Grande, tanto para quem mora quanto para quem visita.
“Eu espero que o Guatá possa incentivar as pessoas a conhecerem Campo Grande, mostrar que aqui tem o que fazer. Não só o Pantanal e Bonito, que são destinos já consolidados no estado, mas também outros lugares que vão além do tradicional”, finaliza.
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