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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

26/07/2017 21:45

No dia dos avós, dona Charlot partiu, mas deixa legado de amor e convicção

Nyelder Rodrigues
Dona Charlot em foto publicada pelo neto, o advogado Oton Nasser, pelo Facebook. (Foto: Reprodução) Dona Charlot em foto publicada pelo neto, o advogado Oton Nasser, pelo Facebook. (Foto: Reprodução)

Religiosa, convicta de suas vontades e que marcou a família por ter quebrado paradigmas. Esse é apenas um breve resumo, mas mostra um pouco do que foi Charlot Saab de Mello, que faleceu nesta terça-feira (26) em Campo Grande. Ela tinha 96 anos e era conhecida, atualmente, por atuar como ministra da eucaristia da Paróquia de São José.

Uma triste coincidência fez com que ela partisse justamente no dia em os avôs são homenageados, mas deixa-se para trás um legado em que o amor esteve à frente, com suas convicções.

"Ela quebrou paradigmas porque foi uma mulher para frente. Foi esposa de um capataz no Pantanal em Cáceres (MT), se defendia das situações difíceis do campo e portava um revólver calibre 22 que a livrou de muitos perigos", conta o neto de Charlot, o advogado Oton Nasser.

Natural de Cáceres, onde conheceu seu marido e se casou com ele em 26 de dezembro de 1942, dona Charlot é mãe de Ivan e Iran Saab de Mello. Ao saírem do campo e tentar a vida urbanda, antes de chegar em Campo Grande, ela e o marido ainda passaram por Corumbá.

"Aqui ela tinha uma venda de produtos típicos de fazenda, comida caseira. Construiu tudo com muita luta e dificuldade. Por fim, ela ainda foi uma das ministras da eucaristia, depois que meu avô morreu em 1998", explica Oton.

Segundo o neto, Charlot passou a auxiliar outros idosos e doentes, levando a comunhão para eles, deixando também esse legado para netos e bisnetos, além das demais pessoas que conviviam com ela.

"Deixa saudades, ela lutou até o último tempo, sempre falava que Jesus estava à frente com ela, que tinha um costume muito interessante. Muito vaidosa, toda sexta era o dia reservado para ir ao salão, tinha cuidado de se maquiar, fazer o cabelo, se apresentar bem, mesmo no fim da vida", diz Oton.

Outra curiosidade apresentada por Oton sobre a avó é que a vida dela e do avô serviu de inspiração, inclusive, para Manoel de Barros escrever. "Ela seguia muito amiga da mulher do Manoel, a dona Estela. Minha avó foi uma das primeiras mulheres a dirigir carro em um tempo que isso não era comum. Deixa como exemplo".

Charlot ou "Teti" como era chamada pelos filhos, netos e bisnetos, está sendo velada no cemitério Parque das Primaveras. Seu sepultamento está previsto para ocorrer às 10h.

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