A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

04/07/2014 17:39

No hospital, médicos e pacientes dão “escapadinha” para ver jogo

Lidiane Kober e Zana Zaidan
No hospital, médicos e pacientes dão “escapadinha” para ver jogo
Paciente pediu para trocar de sala e poder acompanhar o jogo (Foto: Marcelo Vitor)Paciente pediu para trocar de sala e poder acompanhar o jogo (Foto: Marcelo Vitor)

Na hora do jogo da seleção brasileira, médicos e pacientes não resistem e dão uma “escapadinha” para acompanhar os momentos mais tensos da partida. Basta ouvir um grito que a curiosidade toma conta e, se não envolver risco, os profissionais correm em busca de uma televisão. Até paciente dá uma apelada e pede liberação para ficar em sala com TV.

No HR (Hospital Regional), de Campo Grande, a sala de internação é mais tensa. Lá, o clima de Copa nem chegou perto e a preocupação é com a saúde. Com leishmaniose, o eletricista Wesley Marques de Moura, 25 anos, assiste hoje (4) a segunda partida da seleção na unidade de saúde.

Ele está na sala de internação, uma das poucas sem TV, e pediu à sua médica para acompanhar o jogo na sala de classificação de risco. Como está tomando soro apenas à noite e deve ser liberado amanhã (5), viu o primeiro tempo da partida no local. “Aqui é complicado que nem pode gritar, mas na hora do gol ninguém aguenta”, comentou.

Plantonista desta sexta-feira, o médico Alexandre Frizzo disse que a equipe está de prontidão, que a rotina é normal para atender os cerca de 100 pacientes que, normalmente, passam pelo pronto-socorro. Ele, porém, admitiu que, se não houver risco a ninguém, não resiste e corre para acompanhar alguns lances.

“A gente fica aqui coringando, quando ouvimos um grito, corremos para tentar assistir”, admitiu. Na sala de recepção do pronto-atendimento, há uma televisão.

Auxiliar de serviços gerais, Jéssica Marcelino Silva, de 26 anos, é um das poucas que deixou de lado a Copa para ver a avó, de 77 anos. “Assisti todos os jogos, mas hoje vim visitar a avó”, contou. Ela, no entanto, também dá um jeitinho para da uma espiada na TV, localizada na recepção.

Segundo o médico plantonista, nos dias de jogos da seleção, as visitas caíram 80%. “Nos dias normais, neste horário, isso aqui estaria lotado”, disse Frizzo.

Os enfermeiros são outros que não resistem ao clima de Copa. Segundo o paciente Wesley, na partida de sábado, a equipe até organizou um bolão. Na ala psiquiátrica, com 12 internados para desintoxicação, também tem TV e os pacientes até comem pipoca.

No saguão do PAM, pacientes e visitantes assistem ao jogo (Foto: Marcelo Victor)No saguão do PAM, pacientes e visitantes assistem ao jogo (Foto: Marcelo Victor)


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions