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Capital

No RN, “Zezinho” tinha laboratório de crack e usava arma roubada da polícia

Pistoleiro acusados de execuções em MS reagiu a abordagem da polícia e morreu em troca de tiros nesta segunda-feira

Por Clayton Neves e Marta Ferreira | 15/12/2020 08:42
Na casa onde criminoso estava, policiais apreenderam pistola, 50 munições, balança e material para preparo de droga. (Foto: Polícia Civil)
Na casa onde criminoso estava, policiais apreenderam pistola, 50 munições, balança e material para preparo de droga. (Foto: Polícia Civil)

Morando há apenas dois meses em Lagoa de Pedra, no Rio Grande do Norte, o ex-guarda municipal José Moreira Freites, o Zezinho,  mantinha laboratório para produção de crack na cidade. Investigado pela polícia nordestina e foragido em Mato Grosso do Sul, o criminoso foi morto em troca de tiros com a Polícia Civil e, próximo ao corpo, agentes encontraram uma pistola roubada de um policial.

A abordagem ao suspeito aconteceu na zona rural de  Lagoa de Pedra, no entanto, o criminoso reagiu a aproximação de agentes da Deicor (Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado) e foi baleado pelos policiais. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Na casa onde ele estava, os policiais apreenderam pistola, 50 munições, balança e material para preparo embalagem de droga.

No Rio Grande do Norte, “Zezinho era investigado por ter sido contratado para matar membro do Tribunal de Justiça ou do Ministério Público do Estado. A polícia ainda tenta identificar os mandantes do crime.

Apontado como o pistoleiro que matou o delegado aposentado Paulo Magalhães em 2013 e o estudante Matheus Coutinho Xavier, filho de Paulo Xavier, capitão da PM, em 2019, o ex-guarda municipal era considerado perigoso e teve o nome incluído na lista de procurados da Interpol.

José Moereira Freires chegou a ser preso em 2013 pela morte de Magalhães, junto com o segurança Antônio Benitez Cristaldo - que seria o motorista que ajudou Freires a fugir após matar o delegado.

Entretanto, após apresentar recurso, ele conseguiu ser liberado e seu nome só voltou à tona com a Operação Omertà, que o identificou como um dos pistoleiros de Jamil Name e como executor também de Matheus, morto por engano - o alvo seria seu pai, Paulo Xavier - enquanto estacionada a camionete da família na garagem.

Junto com José Moreira Freires, estava Juanil Miranda Lima, também ex-guarda municipal.



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