Novo secretário diz que primeira ação na Saúde será comprar medicamentos
Recurso virá de emenda parlamentar, mas precisa ser liberado para que a compra seja efetivada

Durante a posse dos novos secretários da Prefeitura de Campo Grande, na tarde desta quinta-feira (8), o novo titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Marcelo Vilela, afirmou que uma das primeiras ações à frente da pasta será a compra de medicamentos. Os recursos devem ser destinados por meio de emenda parlamentar da senadora Tereza Cristina (PP).
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O novo secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, anunciou que a compra de medicamentos será prioridade em sua gestão. A aquisição será viabilizada por emenda parlamentar de R$ 20 milhões da senadora Tereza Cristina (PP), embora ainda sem prazo definido para liberação. Vilela também destacou a necessidade de reorganizar o sistema de saúde, especialmente a atenção primária, para reduzir a sobrecarga nas UPAs. O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, enfatizou a importância da parceria entre Estado e município para melhorar os serviços de saúde na capital.
Segundo Vilela, a prioridade inicial será garantir o abastecimento de remédios, enquanto os demais recursos serão aplicados na organização do sistema de saúde. Ele destacou que a falta de acesso adequado na atenção primária acaba sobrecarregando as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), que têm como finalidade o atendimento de urgência e emergência.
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Ao todo, R$ 20 milhões foram destinados pela senadora para a saúde da Capital. No entanto, ainda não há prazo definido para a liberação dos recursos e para a efetivação da compra dos medicamentos. Tereza Cristina afirmou que o valor não é suficiente para suprir todas as demandas, mas representa um início para reorganizar o setor.
O novo secretário também mencionou que as UPAs passam por um processo de requalificação, com foco na melhoria da gestão dos recursos. Ele ressaltou, porém, que é necessário reforçar junto à população o papel das unidades. De acordo com Vilela, atendimentos de baixa complexidade, como casos de dor de cabeça, passam por classificação de risco e podem resultar em longas esperas.
Conforme explicou, pacientes classificados nas cores azul e verde podem aguardar entre quatro e seis horas por atendimento. Para ele, o principal desafio da gestão será fortalecer a atenção básica, garantindo acolhimento e acesso adequado, de forma a reduzir a procura indevida pelas UPAs.
Presente na cerimônia, o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, defendeu a atuação conjunta entre Estado e município. “Não existe boa saúde no Estado se a Capital não está bem. Não existe saúde boa na Capital se o Estado não faz a sua parte. É isso que acredito e é esse empenho que trago para, junto com o Marcelo, construir uma saúde ainda melhor”, afirmou.
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