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Capital

Números da covid na Capital seguem estáveis, mas ainda sem sinal de redução

As principais plataformas de análises de dados da doença ainda não indicam queda de casos e óbitos em Campo Grande

Por Lucia Morel | 22/09/2020 16:56
Uso de máscaras, álcool 70%, distanciamento e isolamento ainda são as únicas armas eficazes contra o contágio. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Uso de máscaras, álcool 70%, distanciamento e isolamento ainda são as únicas armas eficazes contra o contágio. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Desde o começo de setembro, o quadro de covid-19 em Campo Grande, tem mostrado sinais de estabilização, o que é bom. O lado ruim, é que esse “equilíbrio” se mantém em níveis altos, como demonstram dados de vários sistemas e instituições que monitoram a doença em todo Brasil.

Tanto em número de casos quanto de mortes, tem havido certo controle, no entanto, a queda ainda não é tão aparente, até porque os números vem e vão, revelando que o a estabilidade existe, mas sem sinal de redução efetiva.

O “Monitora Covid-19” da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), por exemplo, revela que até domingo (dado mais recente da plataforma), a média móvel de casos na Capital foi de 265,29, ou seja, entre 13 de setembro e ontem, essa foi a quantidade de confirmações da doença por dia.

A mesma média, comparando-se os dias 12 a 19 é um pouco maior, chegando a 290,14 casos/dia.

Desde o começo do mês, no entanto, há variação, sendo que entre 1º e 20 de setembro, a média móvel “flutuou” entre 243,14 e 461,86 casos confirmados. A partir do último dia 17 de setembro, todos os resultados de médias móveis ficaram abaixo de 300.

Em relação aos óbitos, o “Monitora Covid-19” detalha que entre 13 e 20 de setembro, a média de pessoas falecidas por causa da doença foi de 5,57 ao dia, pouco maior que o menor número registrado desde o começo de setembro, que foi 5,14 no dia 7.

Essa média se mantém abaixo de 10 desde o dia 3 de setembro e o pico foi um dia antes, quando a média registrada foi de 10,43. Os menores números, no entanto, vêm sendo registrados desde 15 deste mês, quando a média foi de 7,86.

Farol Covid - O mesmo equilíbrio é relatado pela plataforma “Farol Covid”, da Organização Não-governamental Impulso, que também é referência na análise da pandemia no Brasil.

Para Campo Grande, os dados do sistema revelam que há estabilização de número de casos diários, mas infelizmente, em "nível altíssimo", com cerca de 32,38 a cada 100 mil habitantes.

Os dados mostram ainda redução significativa da taxa de contágio, que chegou no nível mais alto entre junho e julho – 1,73 -, mas desde o começo do mês se mostra mais perto do nível ideal, que é 1, ficando entre 1,05 e 1,09.

UFMS - Por fim, o Lamad (Laboratório de Modelagem e Análise de Dados) da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) detalha em seu levantamento mais recente, a mesma estabilização, mas mais uma vez, em patamares altos.

“O valor da média móvel do número de casos confirmados em 20 de setembro é de 294,57. Comparado ao valor da média móvel de sete dias atrás (412,43), houve redução de 28.58%”, sustenta o estudo.

Já em relação aos óbitos, nos últimos 20 dias, o valor da média móvel variou de 6 a 8 mortes diárias, com número de taxa de contaminação em 1,06.

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