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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

30/09/2013 19:31

Onze fazendas foram invadidas desde visita de ministro a MS, diz Famasul

Zana Zaidan
O presidente da Famasul, Eduardo Riedel, e o advogado dos produtores rurais, Newley Amarilla, durante reunião na tarde hoje (Foto: Simão Nogueira)O presidente da Famasul, Eduardo Riedel, e o advogado dos produtores rurais, Newley Amarilla, durante reunião na tarde hoje (Foto: Simão Nogueira)

Desde que o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo veio à Campo Grande, no dia 13 de agosto, 11 fazendas foram invadidas em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS).

A vinda do ministro teve como objetivo encontrar uma solução para o conflito agrário no Estado, que hoje acumula 67 propriedades rurais reivindicadas por indígenas. Na avaliação dos produtores rurais entidades, que se reuniram hoje (30) na sede da entidade para avaliar o cenário das invasões de terras, a visita de um representante do governo federal não teve o efeito previsto.

“É uma falta de vontade do governo federal com a situação que o produtor do nosso Estado enfrenta para conseguir trabalhar. A impressão que fica é de que eles vão empurrando com a barriga para se livrar do problema e deixar a bomba estourar na mão dos próximos gestores”, avalia Newley Amarilla, advogado dos produtores rurais que tiveram fazendas invadidas na divisa dos municípios de Dois Irmão do Buriti e Sidrolândia – núcleo da zona de conflito no Estado, onde fica a Reserva Indígena Buriti – e em Aquidauana.

A questão da Buriti se arrasta por 12 anos, entre ordens de reintegração de posse e invasões, até que o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), entendeu que as áreas não são indígenas. Ainda assim, os índios mantiveram as invasões.

Incentivo às invasões – Na visão do advogado, os únicos prejudicados são os produtores rurais porque, enquanto a União não estabelece solução para os conflitos, os índios continuam nas fazendas.

“Enquanto os índios estão lá, o produtor fica impedido de trabalhar. Eles deveriam esperar do lado de fora por um parecer do governo federal, mas ficam na terra”, disse Amarilla.

“A invasão bem sucedida de uma propriedade é um incentivo para que outras áreas também sejam invadidas. Isso precisa acabar para que Mato Grosso do Sul volte a ser bom para o produtor rural, como já foi um dia”, concluiu o advogado.

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É simples, está na hora dos produtores rurais exercerem o direito de defesa de suas propriedades e posses por suas próprias forças, garantido pelos artigos 5.º, inciso XXII, da Constituição Federal e 1.210, parágrafo primeiro do Código Civil.
 
OSNOFA ZACOV em 01/10/2013 11:09:59
Quantas pessoas não morreram no passado para que essas poucas pessoas (que se dizem produtores) pudessem receber de herança parte do planeta??? Primeiro vem a violência (sem violência não há propriedade), depois vem o desmatamento (isso sim é vandalismo), depois os agrotóxicos (envenenamento coletivo). Isso sem falar na exploração da mão de obra barata (escravidão). E AINDA CHAMAM OS ÍNDIOS DE SELVAGENS!
 
Anita Ramos em 01/10/2013 10:53:58
Um absurdo, a vinda do Ministro da Justiça para nada serviu, a não ser reforçar invasões...pois elas continuaram, em detrimento a acordos(?) propostos. Uma lástima ...
 
adelaide vieira em 01/10/2013 09:10:44
não sou índio nem fazendeiro eu acho que os índios tem direito de ter sua terra sim . mas deve ter dever porque índio pode tudo matar e fazer oque eles querem e nada acontece ate atirar na policia federal uma das ultimas invasão foi encontrado varias armas de fogo e a PF foi recebida a bala e a justiça encara isto como subsistência eu não sei pra que indio quer terra de pastagem se eles não pode por lei plantar para comercio só pode plantar para consumo eles não vive de caça porque em pastos não tem caça para que eles querem terras enormes este pais devemos fazer cumprir o art.quinto da constituição mas a vontade dos políticos prevalece ....
 
Valter da silva terra nacer em 01/10/2013 08:57:37
Não adianta, o governo não vai bater de frente com os indios nem com os sem terra, eles tem que contabilizar os votos, estas classes estão a cada dia mais populosas e isto influencia nas medidas tomadas pelo governo, como nós, (pessoas normais) não somos unidos, ficamos sem moeda de troca para reivindicarmos alguma coisa, se os fazendeiros ainda trabalhassem no modelo de coronelismo talvez ainda tivéssemos alguma chance, a única moeda de troca que temos hoje é a produção das fazendas, mas ao mesmo tempo que é moeda, é também perigoso deixar a terra improdutiva, aí é que eles tomam mesmo, melhor saída? Mudar de país...infelizmente.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 01/10/2013 08:17:14
Pecuaristas acordem , esse governo vai empurrar com a barriga , ano que vem o $ é para eleição.
 
daniel duraes em 30/09/2013 20:31:50
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