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Capital

Pai que estuprou a filha e ameaçou matar ex deixa cadeia após 12 dias preso

Quando foi preso em flagrante, o pai chegou a pedir desculpas por estuprar a filha

Por Dayene Paz | 15/09/2021 13:59
Justiça decretou medidas cautelares para soltura de homem. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Justiça decretou medidas cautelares para soltura de homem. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

Operador de carga e descarga, homem de 38 anos, acusado de estuprar a filha de 15 anos e ainda ameaçar a ex-mulher de morte, foi solto pela Justiça, no último dia 10 de setembro - 12 dias após sua prisão em flagrante. O caso aconteceu na noite de domingo, 29 de agosto, no Jardim Aeroporto, em Campo Grande.

Após o crime, o homem foi levado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), onde foi ouvido. Depois, no dia 31 de agosto, passou por audiência de custódia, quando foi decretada a prisão preventiva. Ele continuou preso, no entanto, no recebimento da denúncia, no último dia 10 de setembro, o juiz revogou a prisão.

Na decisão de soltura, determinou medidas cautelares ao investigado, como comparecimento bimestral em juízo, proibição de ausentar-se da comarca de Campo Grande por mais de 10 dias e proibição de aproximar-se da vítima, mantendo a distância mínima de 200 metros.

O Campo Grande News não divulgou o nome dele, seguindo determinação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), para não identificar a adolescente.

O caso - O caso ocorreu na noite do dia 29 de agosto, quando o suspeito aproveitou que a ex-mulher saiu de casa, para abusar da filha. Após o crime, a garota saiu desesperada para encontrar a mãe e denunciou o pai. Desesperada, a mulher foi com a filha ao encontro de uma amiga e ligou para a polícia.

Antes disso, sua cunhada entrou em contato e pediu para que não voltasse para a casa, pois o irmão estava muito nervoso, dizendo que a mataria. Mesmo assim, a mãe retornou para pegar seus documentos e encontrou no local, a equipe da polícia. Enquanto era preso em flagrante, o pai pediu desculpas pelo ocorrido. Na delegacia, ele se reservou ao direito de ficar em silêncio.

Conforme depoimento da menina, o abuso aconteceu quando ela saía do banho, momento em que o autor disse que passaria hidratante nela e, então, cometeu o crime. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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