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Pandemia faz crescer batalha para tentar resolver problemas com internet e TV

Reclamações subiram durante a pandemia em MS; Procon ressalta importância dos registros

Por Nyelder Rodrigues | 15/06/2021 15:45
Procedimentos são seguidos, técnicos chamados, mas problemas persiste na TV de cliente na Capital (Foto: Direto das Ruas)
Procedimentos são seguidos, técnicos chamados, mas problemas persiste na TV de cliente na Capital (Foto: Direto das Ruas)

Chegar em casa e não conseguir se comunicar por que a wi-fi não está funcionando ou tentar relaxar um pouco vendo TV e a mesma constar uma mensagem de estar fora do ar. Situações irritantes e que para muitos acabam se tornando constante e longe de uma solução oferecida pelas empresas prestadoras de tais serviços.

E em Campo Grande, não é diferente de nenhuma outra grande cidade brasileira. Os problemas acontecem aos montes e em qualquer roda de amigos você encontra alguém que esteja passando ou passou recentemente por isso.

"É na minha casa, na da minha vizinha e também na casa do meu patrão. São problemas que eles não solucionam de jeito nenhum. Várias vezes liguei para reclamar e mandam desligar o modem. Até melhora no começo, mas depois a internet volta a ficar lenta de novo", comenta Rita de Cássia, de 52 anos e cliente da Vivo.

Moradora do bairro Arnaldo Estevão Figueiredo, Rita trabalha em uma casa no Jardim São Lourenço que também é atendida pela mesma operadora Vivo. "Não carrega nada. Não chega mensagem de WhatsApp. Aqui no meu patrão o problema é a TV. Já veio técnico várias vezes, mas nunca resolvem. Agora mesmo está fora do ar", reclama.

Já do outro lado da cidade, o problema acontece também em uma residência na Vila Margarida. Lá, o problema começou apenas na internet. "Chamei o técnico, ele foi até lá e até me ofereceram mais velocidade de internet. Aceitei. Houve troca de equipamento, mas a situação piorou", comenta Elisabete Ferreira, de 64 anos.

Cliente da Claro/NET, Elisabete diz ainda com a troca, nem internet e nem a TV passaram a funcionar. Desconectada, ela então reclamou na operadora novamente, havendo nova visita e troca de equipamento. Mesmo assim, o problema persistiu. "Não aguentei mais e desisti da assinatura. Tentaram me convencer, mas cancelei".

Também em Campo Grande, mas no bairro Taveirópolis, a advogada Isadora Lemos, de 27 anos, é outra a enfrentar perrengues com a operadora Claro/NET. "Já desisti deles. Há mais de 1 mês fica caindo toda hora", comenta a jovem, que completa.

"Ligo para o 0800, volta ao normal, mas é só eu desligar a TV de novo para o problema voltar. Só não cancelo por que fico com medo de ficar sem internet, e até arrumar outra prestadora, demora bastante. Sem contar que  minha experiência com a OI em relação à internet foi péssima", revela a advogada.

O que fazer? - Superintendente do Procon em Mato Grosso do Sul, Marcelo Salomão orienta aos clientes que, mesmo que não consigam resolver de pronto seus problemas com a operadora, é interessante que o órgão de defesa do consumidor seja procurado e uma reclamação feita sobre o problema, dando subsídios a instituição.

"Quanto mais reclamações recebermos, mais força temos para brigar com essas operadoras de telecomunicações e também de buscarmos soluções na Anatel. São práticas abusivas praticadas por elas e o Procon é uma arma importante para os consumidores".

Salomão ainda revela que durante a pandemia houve um aumento de 25% nas denúncias apresentadas por consumidores ao Procon de Mato Grosso do Sul referente a prestação de serviços aquém do ofertado pelas operadoras de telecomunicações.

"Já conversamos com a Vivo e a Claro para que haja um pente-fino e os problemas solucionados. Eles precisam vender um serviço e entregá-lo por completo, não apenas metade ou sequer nem entregá-lo. Isso é chamar a gente de otário", dispara.

O superintendente ainda frisa que o consumidor é a parte mais vulnerável da relação empresa x cliente, já que não possui o conhecimento técnico para lidar com aquele serviço prestado. "Essa manutenção tem que ser da empresa e o cliente não pode sofrer sanção. O Procon tem sido duro nessa cobrança", frisa.

De segunda a sexta-feira, das 7h às 18h30, o Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) estadual atende na rua 13 de Junho, 930, em Campo Grande. Porém, devido a medida estadual de contenção à covid-19, o atendimento está suspenso até o dia 24 deste mês. Contudo, há opções de atendimento à distância.

Os consumidores poderão enviar suas reclamações, pedidos de orientações e denúncias pelo site oficial do órgão, o www.procon.ms.gov.br, ou pelo disk-denúncia que atende pelo telefone 151. Outra opção é o atendimento via WhatsApp, pelo número (67) 99158-0088. As demandas são analisadas para que sejam tomadas medidas caso necessárias.

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