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Capital

Para "bombar" na web, página promove briga entre crianças e dependentes químicos

Deaij iniciou investigação para identificar e qualificar autor do material; página já acumula 3 mil seguidores

Por Gustavo Bonotto e Dayene Paz | 02/04/2024 16:47

A Polícia Civil iniciou, nesta terça-feira (2), investigação sobre vídeos virais onde crianças, adolescentes e dependentes químicos aparecem brigando nas ruas de Campo Grande em troca de dinheiro.

De acordo com a delegada titular da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância, Juventude e do Idoso), Daniella Kades, o objetivo da investigação é identificar e responsabilizar o proprietário da página, que atualmente acumula 3,3 mil seguidores. "Estamos verificando o que aconteceu e de onde surgiu tudo isso. Como os vídeos são gravados na rua, o local sempre é genérico. Mas, já temos um endereço para qualificar o autor do material, pois as publicações têm geolocalização", disse.

Ainda segundo Kades, o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) não permite a veiculação desse tipo de conteúdo na internet. "Vamos verificar se houve alguma lesão grave, se existe incentivo e se tem algum agenciador de tudo isso", concluiu.

Em uma das publicações, duas crianças de aproximadamente 10 anos trocam socos e chutes. "A regra é a seguinte, não vale soco na cabeça, chute na bola e nem morder", explica um deles. Na sequência, ocorre a briga em um campo de futebol. Nos arredores, pessoas aparentemente maiores de idade acompanharam a ação, sem intervir.

Outro material, que já acumula 1,7 mil visualizações, tem prêmio em "cachaça e dinheiro" para dependentes químicos encontrados no entorno da antiga rodoviária. Os dois homens trocaram golpes. Sem camiseta e de short vermelho, um dos "lutadores" chegou a “nocautear” o parceiro. "Ultimate Cachaça Fight", descreveu o mediador.

"Não se trata apenas de uma brincadeira, principalmente quando envolve menores, pessoas em vulnerabilidade e a divulgação de suas imagens", finalizou Kades.

A reportagem tentou, por meio das redes sociais, contato com o proprietário dos vídeos. No entanto, não houve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço continuará aberto para declarações futuras.

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