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Capital

Para frear “agito” na noite, prefeito decide fazer toque de recolher às 20h

Música ao vivo em bares e restaurantes volta a ser proibida; durante o dia, comércios poderão atender com 40% da capacidade

Por Anahi Zurutuza | 07/07/2020 13:33
Prefeito Marquinhos Trad durante transmissão de coletiva na Capital.(Foto: Divulgação)
Prefeito Marquinhos Trad durante transmissão de coletiva na Capital.(Foto: Divulgação)

Numa tentativa de diminuir a circulação de pessoas em Campo Grande de dia, mas principalmente durante a noite, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) decidiu ampliar o horário do toque de recolher, que a partir de amanhã vai vigorar das 20h às 5h. A preocupação da administração municipal é com a aceleração da curva de contágio na Capital e com a lotação das UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo), que chegou a 72% nesta terça-feira (7).

Também ficará proibida a música ao vivo em bares e restaurantes. Desde o dia 10 de junho, além das apresentações de voz e violão, estavam liberados shows de duplas. Segundo o prefeito Marquinhos Trad (PSD), o problema é que a abertura destes estabelecimentos, permitida até às 23h, está estimulando aglomerações madrugada adentro.

Durante o dia, comércio (de alimentos e todos os outros), academias e demais estabelecimentos poderão continuar funcionando, mas com a limitação de atender com 40% da capacidade.

A mudanças devem ser publicadas em decreto ainda hoje e valerão de amanhã (8) até o dia 19 de julho, dependendo de como a pandemia evoluir na cidade.

“Melhor fazer isso que lockdown [do inglês, fechar tudo]. Serão apenas 12 dias para a gente voltar a uma vida normal, 12 dias sem fechar o seu comércio, autorizando você a trabalhar das 5h às 20h”, defendeu o prefeito Marquinhos Trad (PSD) durante a transmissão ao vivo do início desta tarde.

Lotação em UTIs -  Evidências de que a vida noturna tem atrapalhado o controle da pandemia em Campo Grande são além dos flagrantes diários de aglomerações feitas pela Guarda Civil Metropolitana e fechamento de comércios de bebidas, mas também a ocupação de UTIs por vítimas de acidentes de trânsito.

 “Sete pessoas vítimas do trânsito tiveram de ir para a ala vermelha dos hospitais nos últimos dias, todos eles após o horário do toque de recolher. Por isso, há necessidade de diminuirmos a circulação de pessoa nas madrugadas da nossa cidade. Os comércios abertos estimulam a ingestão de bebidas alcoólicas, o que reflete no trânsito”, afirmou Marquinhos.

O prefeito reforçou a importância de manter as UTIs livres para atender os pacientes covid-19 e ainda os que sofrem, por exemplo, infartos e derrames cerebrais. Dos 223 leitos de tratamento intensivo existentes na Capital, segundo o chefe do Executivo, 161 (72%) estão ocupados hoje.

Curva acelerada – A curva de contágio da Capital também dá sinais de aceleração. Já são 3.391 casos confirmados, 227 a mais que ontem (6) e 1.223 a mais que na terça-feira passada – média de 174 confirmações diárias nestes últimos 7 dias, portanto.

Nas últimas 24 horas, a covid-19 fez mais duas vítimas em Campo Grande. Dois homens estavam internados em hospitais particulares. Com isso, o número de vítimas fatais da pandemia passou a 26.