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Capital

Para reduzir indenização a filho, goleiro Bruno diz que é sustentado pela esposa

Justiça determinou pagamento de R$ 650 mil para Bruninho

Jéssica Benitez | 20/01/2023 15:28
Defesa de goleiro Bruno diz que atleta é sustentado pela esposa (Foto Reprodução)
Defesa de goleiro Bruno diz que atleta é sustentado pela esposa (Foto Reprodução)

Em mais uma tentativa de convencer a Justiça de não ter dinheiro para arcar com os R$ 650 mil de indenização por danos morais e materiais ao filho que teve junto a Eliza Samúdio, a defesa do goleiro Bruno Fernandes alega que a atual esposa do atleta, a esteticista Ingrid Calheiros, é a responsável por sustentá-lo, já que atualmente ele tem contrato com time da terceira divisão com salário de R$ 1.250.

A condenação ocorreu em outubro passado após a ação tramitar por sete anos. O pedido inicial era de R$ 6,4 milhões, mas o juiz da 6ª Vara Cível de Campo Grande, Deni Luis Dalla Riva, o condenou a pagar R$ 150 mil referentes a danos materiais e R$ 500 mil por danos morais e R$ 65 mil referente as custas processuais.

Além do baixo salário, Bruno sustenta não ter patrimônio. “O imóvel que reside com sua família é alugado, não possui nenhum imóvel e as despesas familiares são basicamente custeadas pela sua atual esposa, que não pode ser responsabilizada civilmente pelos fatos pelos quais o apelado restou condenado criminalmente”.

Conforme documentos anexados aos autos, o valor pago pelo aluguel é de R$ 1.750 e o carro da família, um Kia Sorento, já foi alvo de busca e apreensão por ausência de pagamento da parcela de R$ 1.277 já no terceiro mês pós-dívida.

Argumenta que o menino Bruninho, hoje com 12 anos de idade, ainda é muito pequeno para que a Justiça estabeleça “um valor tão alto como forma de compensar o sofrimento vivenciado” e ressalta que não se pode embasar decisão judicial em “relatos emocionados e repercussão social”.

Por fim, destaca que após a prisão do goleiro, que antes até assassinar Eliza atuava no Flamengo, “nunca mais retornou aos campos de futebol nos times de elite”.

Resposta – Os pontos ressaltados pela defesa do esportista são respostas aos questionamentos da mãe de Eliza, Sônia Marcelo Moura, que desde o assassinato da filha, quando o menino tinha 4 meses de vida, é a responsável por ele. Para rebater Bruno, a defesa da matriarca apontou casa e automóvel de alto padrão em que Bruno mora com a família em Cabo Frio (RJ).

Tanto que fora da esfera jurídica, o condenado teria oferecido dois carros de luxo para quitar a pensão alimentícia em atraso. A oferta foi negada por Sônia e a falta de pagamento acarretou em pedido de prisão pela Justiça carioca. À época, a Ingrid fez vaquinha virtual e arrecadou mais de R$ 22 mil para ajudar o marido a quitar o débito.

Crime - Bruno foi condenado a 22 anos e 4 meses de prisão em 2013 pelo sequestro, assassinato e ocultação do corpo de Eliza. Até hoje não se sabe o que foi feito com a jovem depois de morta.

O crime ocorreu em 2010 quando ela tinha 25 anos. Bruninho chegou a ficar em cárcere junto à mãe e só foi entregue à avó quatro dias depois da morte. Na semana passada o goleiro foi beneficiado com a liberdade condicional, conforme decisão da juíza Ana Paula Abreu Filgueiras, da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro.

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