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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

01/06/2016 12:40

Para tratar tumor no cérebro, mãe tenta vaga em creche e não consegue

Fernanda Mathias
Luta contra o câncer continua; Juliana diz que conseguiu exceção na creche do São Julião (Foto: Arquivo Pessoal)Luta contra o câncer continua; Juliana diz que conseguiu exceção na creche do São Julião (Foto: Arquivo Pessoal)

O drama de uma mãe que precisou de creche para deixar a filha de menos de um ano e dar continuidade ao tratamento contra um tumor cerebral revela o calvário de milhares de famílias que aguardam vagas na Capital.

Em outubro de 2015 começava a jornada de Juliana Érika dos Santos, de 29 anos, na batalha contra o câncer e depois de uma delicada cirurgia, com 42 pontos, realizada em março deste ano, o resultado da biópsia confirmava um tumor agressivo, que exigiria seguidas sessões de quimio e radioterapia ao longo dos próximos dois meses.

Para aumentar a angustia de Juliana, o dilema de não ter com quem deixar a pequena Maria Vitória, então com 10 meses. “Como vou fazer esse tratamento com duas crianças pequenas, sozinha sem uma ajuda? Procurei a Semed (Secretaria Municipal de Educação), levei exames, chorei por uma vaga temporária, mas nada. Tentaram cinco creches na região, mas não tinha vaga. Isso e revoltante, pois você cumpre todos seus papeis como cidadão e neste momento você não tem nada”.

A solução veio do Hospital São Julião, no qual Juliana trabalha há 5 anos e de onde está licenciada para o tratamento. “Não havia nem vaga, a irmã Silvia abriu uma exceção e minha filha está sendo muito bem cuidada”. O hospital fica na região onde mora Juliana. O filho mais velho, de 07 anos, já frequenta a escola. Nesta quarta-feira, ela completou a 19ª sessão de radioterapia e faltam 12 para que o tratamento termine. Depois Juliana pretende ficar em casa, com as crianças.

Para tratar tumor no cérebro, mãe tenta vaga em creche e não consegue

“Hoje me vejo na metade deste primeiro tratamento de choque combinado, que é a radioterapia e quimioterapia. O cabelo caiu. Sei que ainda tenho um caminho para percorrer, mas Deus e Jesus Cristo sempre estão e estarão ao meu lado. Fé, determinação, confiança, família e amigos. Agradecer todos os dias”.

A Prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que há uma forte demanda represada por vagas em creches. Hoje a fila é de 11,8 mil crianças. Não há prioridades para casos como de Juliana.

Hoje (01) o Ministério do Desenvolvimento Social informou que municípios que atendem crianças de até quatro anos com deficiência e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) passarão a ter apoio financeiro da União para ampliar a oferta em creches públicas e conveniadas.

O apoio financeiro será destinado para as prefeituras que ampliarem o número de matrículas em creches para crianças de 0 a 48 meses, beneficiárias do Bolsa Família, ou que tenham aumentado a cobertura de crianças beneficiárias do BPC.

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Dona Mariana a SENHORA deve ter muito o que fazer, principalmente em cuidar da vida das pessoas para criticar e falar de um assunto o qual não sabe de nada, a juliana tem família que ama ela demais, mais ao contrario de muitos que não tem o que fazer e fica só cuidando da vida dos outros todos trabalham.
 
Kelly Cris Lima em 02/06/2016 22:35:42
Querida Mariana Carvalho, no caso eu tenho sim uma família e amigos que me deram
é me dão todo apoio. Mas todos trabalham para suprir suas necessidades financeiras.
O caso aqui foi que necessitei de uma vaga temporária mesma e fui negada, até hoje graças a Deus nunca deixamos de pagar nenhum imposto, neste momento você tem a porta na cara isso é frustante.
Naquele período de turbulência fiquei sim revoltada, mas tudo se organizou.
Sou imensamente grata a Deus a todos familiares e amigos que tenho,pois sempre se mostraram presentes.
 
Juliana Erika Santos em 01/06/2016 23:41:02
Enquanto muitas mães que não querem saber de trabalhar tem vaga garantida pra seus filho, os levam para a creche cedo, faça sol, frio ou chuva, e voltam pra casa pra dormir, aquelas que realmente precisam, seja como no caso dessa moça para se tratar, ou para trabalhar, não conseguem. Deveria ser feito um estudo, um levantamento, para que essas vagas sejam disponibilizadas para quem realmente precisa. Levar o filho pra creche, deixa-lo lá o dia inteiro, para ficar livre para não fazer nada, ou pra arrumar mais filhos, não é certo. Agora, me admira muito que essa moça, tendo família, como ela mesma disse na reportagem, não possa contar com eles nem num momento tão difícil como esse... Isso pra mim não é família. Melhor não ter ninguém...
 
Mariana Carvalho em 01/06/2016 16:06:16
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