Campo Grande fecha acordo com Chile para soluções tecnológicas na Bioceânica
Termo assinado hoje (8) prevê projetos conjuntos, capacitações e apoio à internacionalização de empresas

A Prefeitura de Campo Grande e o governo regional de Tarapacá, no Chile, assinaram, na manhã desta quarta-feira (8), um termo de cooperação para desenvolver estudos e projetos voltados à Rota Bioceânica por meio do Parktec CG (Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande).
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Campo Grande e a região chilena de Tarapacá assinaram um acordo de cooperação para desenvolver estudos e projetos ligados à Rota Bioceânica, por meio do Parktec CG. A parceria abrange inovação, logística, tecnologia e turismo, e prevê um diagnóstico tecnológico dos 27 municípios da rota até os portos chilenos, identificando gargalos de infraestrutura digital e oportunidades de soluções conjuntas entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
O acordo foi firmado durante a programação do Tarapacá Day e estabelece uma parceria para ações nas áreas de inovação, tecnologia, empreendedorismo, logística, comércio exterior, turismo, cultura, sustentabilidade e desenvolvimento territorial. Na prática, o parque tecnológico da Capital passa a atuar como articulador de estudos e iniciativas para os municípios que integram o corredor bioceânico.
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Uma das primeiras medidas será a realização de um diagnóstico tecnológico dos mais de 27 municípios que fazem parte da rota até os portos chilenos. O levantamento deverá identificar gargalos de infraestrutura digital, conectividade e atendimento aos usuários da rota, além de mapear oportunidades para o desenvolvimento de soluções conjuntas entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Segundo a diretora do Parktec, Adriana Tozzetti, a intenção é identificar problemas comuns e buscar respostas em conjunto com empresas, universidades e parques tecnológicos dos quatro países.
"Depois desse diagnóstico, vamos identificar os principais problemas e estabelecer prioridades. Se não encontrarmos soluções aqui, no Paraguai, na Argentina ou no Chile, vamos buscar em outros parques tecnológicos ou desenvolver uma nova solução", afirmou Tozzetti.
Entre os exemplos citados por ela estão a falta de conectividade em trechos da rodovia, ferramentas para atendimento multilíngue a turistas e transportadores e sistemas de inteligência de dados capazes de mapear a maturidade tecnológica dos municípios.
O termo também prevê intercâmbio entre empresas e startups dos dois países. Hoje, o Parktec possui dez empresas incubadas, que poderão participar das futuras ações de internacionalização.
Segundo Adriana, uma das interessadas é a Nivo Tur, startup voltada ao turismo, que desenvolve soluções para divulgação de atrativos turísticos e poderá atuar em projetos relacionados à rota.
A cooperação também permitirá a realização de seminários, missões técnicas, capacitações, rodadas de negócios e projetos conjuntos para aproximar o ecossistema de inovação de Campo Grande das oportunidades existentes na região de Tarapacá, onde estão localizados os portos que darão acesso do corredor bioceânico ao Oceano Pacífico.
Durante a cerimônia, a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que a parceria amplia o papel de Campo Grande dentro do corredor internacional e que o desafio agora vai além da infraestrutura.
"Nós temos uma Rota Bioceânica que pode fazer de Campo Grande um hub logístico na região central do País. Mas não estamos tratando apenas de logística. Estamos falando de saúde, desenvolvimento econômico, educação, integração com universidades e tecnologia", declarou a prefeita.
A prefeita também anunciou que o estudo técnico será desenvolvido ao longo do corredor para identificar as necessidades de cada município até os portos chilenos. Segundo ela, o objetivo é integrar soluções tecnológicas e fortalecer a cooperação entre os países que integram a rota.
A assinatura do acordo integra a agenda da missão chilena em Campo Grande. Na terça-feira (7), o governador regional de Tarapacá, José Miguel Carvajal Gallardo, afirmou que a consolidação da Rota Bioceânica depende não apenas das obras de infraestrutura, mas também da construção de parcerias permanentes entre governos, instituições e iniciativa privada.
"Estamos vivendo um dos mais importantes projetos geopolíticos da América Latina. A Rota Bioceânica vai muito além da infraestrutura. Ela fortalece o comércio, o turismo e os intercâmbios culturais, mas isso só acontece com confiança entre os parceiros", afirmou Gallardo.
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