Dois advogados estão entre presos por esquema de R$ 27 milhões
Gaeco cumpriu mandados em oito cidades de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás; OAB-MS acompanhou diligências

Os advogados Gabriel Taquino de Paula, de 31 anos, e Geancarlos Leal de Freitas, de 47, estão entre os 16 presos na Operação Gutenberg, deflagrada na manhã de terça-feira (7) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A investigação apura um suposto esquema de fraudes em contratos públicos que teria movimentado mais de R$ 27 milhões e também tem como alvos servidores públicos e o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Junior Vasconcelos.
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Geancarlos foi preso em um imóvel na Rua Porto Mauá, no Bairro Porto Seguro, em Dourados. Já Gabriel foi localizado na Rua Paracatu, na Vila Sílvia Regina, em Campo Grande. Por ser advogado, ele foi encaminhado à sala de Estado-Maior do presídio militar estadual, espaço destinado à custódia de profissionais da advocacia, conforme previsto em lei. Em seu perfil profissional, Gabriel se apresenta como especialista em direito público, licitações e contratos administrativos, além de direito processual civil.
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Em nota, a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul) informou que a Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados acompanhou o cumprimento dos mandados envolvendo os dois profissionais. A entidade acrescentou que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive na esfera disciplinar, sempre com observância ao direito à ampla defesa e ao contraditório.
Até o momento, o Gaeco não detalhou qual teria sido a participação individual de Gabriel e Geancarlos no suposto esquema investigado.
A defesa de Geancarlos, representada pelo advogado Ewerton Brito, afirmou, por meio de nota, que a prisão preventiva não preenche os requisitos legais para ser mantida e informou que irá trabalhar para obter a liberdade do cliente.
"No tocante ao mérito, pelo que nos deram acesso até o momento, estamos convictos da inocência. A investigação ainda está em fase inicial, mas temos certeza de que comprovaremos que ele não teve qualquer participação em atividade criminosa e que houve um equívoco ao torná-lo alvo desta operação. Ele é uma pessoa idônea, trabalhadora e pai de família, que nunca se envolveu com qualquer prática criminosa", declarou o advogado.
Além de Campo Grande e Dourados, a Operação Gutenberg cumpriu mandados em São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO), para reunir provas relacionadas ao suposto esquema criminoso. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão.
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