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Saúde e Bem-Estar

Anvisa aprova medicamento para tratar doença de Chagas em crianças

Lampit poderá ser usado desde recém-nascidos com 2,5 kg até menores de 18 anos

Por Ketlen Gomes | 08/07/2026 13:08
Anvisa aprova medicamento para tratar doença de Chagas em crianças
Medicamento contra doença de Chagas é aprovado pela Anvisa. (Foto: Reprodução/ X Guilhermo Moscatelli)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do medicamento Lampit® (nifurtimox) para o tratamento da doença de Chagas em pacientes pediátricos. O medicamento poderá ser utilizado desde recém-nascidos com peso mínimo de 2,5 quilos até menores de 18 anos. A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) por meio da Resolução RE nº 2.631, nesta quarta-feira (8).

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A Anvisa aprovou o registro do medicamento Lampit (nifurtimox) para tratar a doença de Chagas em pacientes pediátricos, de recém-nascidos com peso mínimo de 2,5 kg a menores de 18 anos. O antiparasitário age eliminando o Trypanosoma cruzi do organismo. A doença é considerada negligenciada no Brasil e, sem tratamento, pode causar complicações cardíacas e digestivas graves.

Segundo a Anvisa, o Lampit é um antiparasitário que age produzindo substâncias capazes de danificar o protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, levando à eliminação do parasita do organismo.

A doença de Chagas é considerada uma das principais doenças negligenciadas no Brasil, grupo que reúne enfermidades que recebem menos investimentos em pesquisas para desenvolvimento de medicamentos e vacinas e que atingem, principalmente, populações em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a agência, a infecção pode permanecer silenciosa durante anos. Sem tratamento, a doença pode evoluir para complicações graves, especialmente cardíacas e digestivas, além de estar associada a elevada carga de morbimortalidade.

O registro do medicamento amplia as opções terapêuticas para o tratamento da doença na população pediátrica, incluindo recém-nascidos, faixa etária em que o diagnóstico e o tratamento precoces são considerados fundamentais para aumentar as chances de cura.

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