A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

04/11/2015 11:10

Pedreiro e dono de boate negam "morte cruel" de garota de programa

Eles justificaram, diante dos jurados, que só confessaram assassinato porque foram torturados

Filipe Prado
Fernando (camisa amarela) e José Carlos negaram o crime (Foto: Marcos Ermínio)Fernando (camisa amarela) e José Carlos negaram o crime (Foto: Marcos Ermínio)

Os acusados de agredir, matar e queimar a garota de programa Viviane Rodrigues de Matos, 31 anos, no dia 6 de setembro de 2013, alegaram que confessaram o crime após serem torturados pela polícia. O dono da Boate Paraíso, Fernando Augusto dos Reis Guimarães, 27, e o pedreiro José Carlos da Silva, 29, negaram o crime durante o júri popular na manhã desta quarta-feira (4), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

Mesmo com os indícios apresentados, Fernando iniciou o seu depoimento afirmando que não praticou o homicídio contra Viviane e inocentando o amigo. Ainda disse que não sabe quem poderia ser o autor do crime.

Ele contou que prestou quatro depoimentos à polícia, sendo que a partir do terceiro Fernando alegou ter sido torturado para que confessasse o crime. “Eles pressionavam demais, então só confessava. Ou falava, ou continuavam me batendo”, apontou.

O pedreiro confirmou que também foi torturado pela polícia, fazendo com que confessasse o crime. “Eles me disseram que ia me fazer lembrar da Viviane, então me algemaram e colocaram em cima de uma mesa. Eles colocaram um saco na minha cabeça e me torturaram”, disse José Carlos.

O inquérito apontou que no dia do crime Fernando discutiu com a garota de programa por ela estar sentada em cima de um balcão. Ela ficou nervosa e quebrou algumas garrafas. Mas o acusado disse que chamou a atenção de Viviane, pelo acontecido, mas não discutiram. “Eu falei para ela descer, porque não era para sentar lá. Não foi uma discussão”.

Sobre o sangue encontrado no carro de Fernando, o acusado assegurou que havia cortado o joelho em uma cerca de arame enfarpado e não tinha onde limpar, por isso o sangue foi encontrado no veículo. Ainda apontou que o automóvel foi vendido 15 dias após o crime, alegando que o negócio havia sido fechado antes do homicídio.

A arma do crime, apontou José Carlos, foi encontrada por uma pessoa não identificada e colocada em suas mãos. Ele afirmou que a arma não possui digitais.

O inquérito também apontou que todas as provas da autoria do crime apontaram para Fernando, que durante depoimento à polícia afirmou que José Carlos também participou do homicídio.

O resultado do júri deve ser divulgado no começo da tarde de hoje. O juiz Aluízio Pereira dos Santos preside o julgamento.

Família “errada” reconheceu mulher morta no Imol antes de sua identificação
Pouco mais de 24h após o assassinato de Viviane Rodrigues de Matos, 31 anos, no dia 6 de setembro, em Campo Grande, uma família compareceu ao Imol (I...
Garotas de programa que presenciaram golpe podem responder por falso testemunho
Quatro garotas de programa que trabalhavam na mesma boate que Viviane Rodrigues de Matos, 31 anos, morta pelo dono do local no dia 6 de setembro, na ...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions