Pedreiro é preso suspeito de perseguir, dopar e estuprar ex-companheira
Rapaz ainda é investigado por estupro de uma menina de 10 anos denunciado em 2022
Equipe de Capturas da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um rapaz de 26 anos suspeito de dopar, perseguir e estuprar a ex-companheira de 30 anos, entre os dias 9 e 21 de maio, por não aceitar o fim do relacionamento.
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De acordo com o registro policial, a ordem de prisão foi motivada por fatos recentes denunciados pela ex-companheira do suspeito. O casal manteve um relacionamento por oito anos e tem três filhos, mas a vítima decidiu terminar recentemente devido a desentendimentos anteriores.
Após o término, o homem teria iniciado uma conduta de perseguição (stalking), aguardando a ex-companheira em pontos de ônibus próximos ao seu local de trabalho e na saída de sua residência.
Segundo relato da vítima, ela foi dopada clandestinamente por meio de medicamentos administrados via oral e injetável sem o seu consentimento. A mulher contou que acordava com extrema fraqueza física e com as vestes íntimas invertidas, o que gerou a suspeita da prática de estupro de vulnerável em âmbito doméstico.
Além disso, o caso também envolve denúncias de injúria e ameaças de morte. No dia 22 de maio, o investigado teria invadido a residência da mãe da vítima, localizada no bairro Portal Caiobá II. Conforme o boletim de ocorrência, ele arrombou o portão do imóvel, arremessou tijolos contra o veículo do padrasto da ex-companheira e utilizou uma placa de sinalização viária ("PARE"), retirada da via pública, para quebrar a porta de vidro da casa.
A mãe da vítima, de 51 anos, e o padrasto, de 61 anos, informaram terem sofrido ameaças por parte do autor e de familiares dele durante o episódio. O caso gerou registros por dano e violação de domicílio.
De acordo com a Polícia Civil, a representação pela prisão preventiva considerou o histórico de passagens policiais do suspeito, que indicam a recorrência de condutas violentas. Em junho de 2018 ele foi autuado pelo crime de lesão corporal dolosa no âmbito da 6ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, em novembro de 2022 ele passou a ser investigado pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) pelo crime de estupro de vulnerável envolvendo uma criança de 10 anos.
O rapaz foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário para responder pelas acusações.
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