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Capital

Pela primeira vez em 18 anos, Olarte vai escalonar salários de servidores

Por Edivaldo Bitencourt e Antonio Marques | 14/07/2015 10:02
Secretário em exercício, Ivan Jorge, anuncia parcelamento de salários ao lado de sindicalista, Marcos Tabosa (Foto: Fernando Antunes)
Secretário em exercício, Ivan Jorge, anuncia parcelamento de salários ao lado de sindicalista, Marcos Tabosa (Foto: Fernando Antunes)

Pela primeira vez em 18 anos, a Prefeitura Municipal de Campo Grande não vai pagar até o 5º dia útil o pagamento dos salários dos 25.470 servidores públicos. O pagamento do mês de julho será escalonado entre os dias 7 e 21 de agosto, segundo o secretário em exercício de Planejamento, Fianças e Controle, Ivan Jorge.

Em decorrência da crise, que se instalou na Capital desde o início do ano, o prefeito Gilmar Olarte (PP), não concedeu reajuste aos servidores municipais e enfrentou três greves: dos médicos, professores e enfermeiros.

Agora, nesta terça-feira (14), ele anunciou o pagamento escalonado do salário de julho. A maior parte dos funcionários, 20 mil, que recebem até R$ 3 mil, vão ter os vencimentos depositados no dia 5 de agosto e o dinheiro será liberado 48 horas depois, dia 7.

Os 3,3 mil servidores, com vencimentos de R$ 3 mil a R$ 5 mil, vão receber no dia 14 de agosto, também dois após o depósito. Os 1.073 funcionários, com ganhos de R$ 5 mil a R$ 7 mil, vão ter o dinheiro liberado no dia 18, 24 horas após o depósito.

Os 1.097 restantes, com vencimento acima de R$ 7 mil, vão receber no dia 21 de agosto, três dias após o dinheiro ser depositado.

Segundo o secretário Ivan Jorge, os salários de agosto ainda não há definição de escalonamento, mas vai depender de novos cortes e do incremento da receita. Olarte tem esperanças de que um projeto, já encaminhado à Câmara, que prevê o desconto de juros e correção monetária para o pagamento de dívidas pelos contribuintes, poderá elevar a arrecadação.

Atualmente, a folha foi reduzida de R$ 108 milhões para R$ 96 milhões. Segundo Jorge, para ficar abaixo do limite prudencial, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, o índice deveria cair de 53,59% e ficar abaixo de 51,3%.

Convocado para acompanhar a coletiva sobre o escalonamento, o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais), Marcos Tabosa, “elogiou” a medida de austeridade. Ele até agradeceu ao prefeito Gilmar Olarte por ter conversado com antecedência e entende o momento “muito difícil” do município.

“Não fazemos oposição por oposição. Estamos do lado dos servidores”, reafirmou o sindicalista, que já fez protesto na administração de Alcides Bernal (PP) porque o pagamento não foi feito no 1º dia do mês.

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