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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

11/05/2011 13:36

Pela quinta vez, paciente tem cirurgia desmarcada na Santa Casa

Francisco Júnior

Adolescente tem que fazer cirurgia na mama e no coração

Eliane mostra o documento de internação da filha marcado para hoje (Foto: João Garrigó)Eliane mostra o documento de internação da filha marcado para hoje (Foto: João Garrigó)

Pela quinta vez em um ano a jovem Karla Millena Prates Farias, de 17 anos, teve sua cirurgia desmarcada na Santa Casa de Campo Grande. Nesta quarta-feira (11), o maior hospital público do Estado, suspendeu as cirurgias eletivas.

A justificativa do hospital desta vez é o grande número de pacientes que necessitam ser submetidos a procedimentos cirúrgicos de urgência e a falta de salas para cirurgia. Das 11 salas, quatro foram transformadas em CTI (Centro de Terapia Intensiva) Cardíaco, pois a ala destinada aos pacientes cardíacos passa por reformas.

Karla precisa fazer uma cirurgia em uma das mamas e no coração. Ela mora com a mãe, Eliane da Silva Prates, em Corumbá, cidade distante 426 quilômetros de Campo Grande. As duas estão hospedadas em uma pousada na Avenida Mato Grosso, próxima do hospital.

De acordo com Eliane, só no mês de abril a cirurgia foi desmarcada três vezes. “Nós estivemos aqui no dia 4, no dia 18, no dia 29 e todas às vezes foram desmarcadas”, reclamou.

“Desta vez falaram que tinha muita gente ferida, com fratura exposta e, que por conta disso, não poderiam fazer a cirurgia da minha filha”, relatou.

A mãe reclama que faz um ano que vem a Campo Grande tentar a realização da cirurgia da filha. “A gente mora longe, tem que falta emprego e vem aqui e eles desmarcam Isso é um absurdo”, disse.

A adolescente volta amanhã para Corumbá com a mãe sem conseguir fazer a cirurgia. Ela aguarda um novo contado do hospital para remarcar o procedimento.

A suspensão das cirurgias de hoje afeta 18 pacientes.

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Conheço muito a história, ou melhor o drama dessa senhora. Quem encaminhou-a para realizar a cirurgia de sua filha em campo grande foi a assistência social de CORUMBÁ, pois lá NÃO tem estrutura nenhuma para atendimento simples, que dirá uma caso de cirurgia. O Hospital de Corumbá está pior do que o de campo grande. O pior de tudo é que ela é autônoma e só recebe se trabalhar, quanto dias que teve que faltar ao trabalho... Quem reembolsa? Descaso total com o ser humano...
 
Camila Santos em 21/05/2011 02:23:01
Bom vivemos num momento em que além da má administração dos recursos a Santa Casa ainda passa por reforma, esperamos ao término da mesma que as condições de atendimento melhorem, e ainda tem a construção do hospital do trauma que se for entregue funcionando direito, o que é difícil, pode amenizar asses problemas, enquanto isso precisamos passar por esses transtornos.
 
Oswaldo Benites em 11/05/2011 05:47:56
A situação dessas moças é lamentável, mas em hospitais de todo o mundo, os que tem ou não estrutura, cirurgia de emergência tem preferência. No caso, ainda tem o agravante da paciente não ser residente em Campo Grande, o que a prejudica. Mas ao mesmo tempo, o serviço municipalizado de saúde revela que a cidade onde moram, Corumbá, não tem a estrutura que deveriam oferecer. Essa reclamação que elas fazem aqui deveria ser feita, na verdade, em Corumbá. O problema do SUS, dentre outros fatores como a "epidemia do trauma" é a migração em busca de serviços de saúde. Não estou dizendo que elas não têm direito à atendimento, mas que a própria migração implica no aumento do quadro de atendimento e, por consequência, a superlotação. Logo, não é um problema de gestão, como a mídia faz parecer, mas da realidade hospitalar em todo o Brasil, principalmente pela falta de regulamentação das leis de repasse, tais como a emenda 29.
 
Hilca Carvalho em 11/05/2011 04:05:12
Senhora ELIANE, no caso de sua filha porque não acionar a Defensoria Pública do Estado, o caso é de urgência e merece a interferência da Defensoria. Tente, creio que poderá ter sucesso.
 
NANCI APARECIDA em 11/05/2011 03:59:07
Gente isso é uma tremenda sacanagem,eu nao sei para onde vai tanto dinheiro investido no SUS,eu espero que o governador Andre,tome as providencias cabiveis,pois isto é uma falta de respeito para com o proximo.Cabe a esta mulher fazer com que o estado pague as suas despesas,ela deveria entrar com uma ação administrativa!!!
 
Reinaldo Costa em 11/05/2011 02:15:39
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