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Capital

Veículo e outra residência também devem passar por testes com luminol

Outro endereço que deve ser periciado é a casa de João Victor Silvestre, de 21 anos, que confessou envolvimento no crime

Por Adriano Fernandes e Paulo Francis | 26/11/2020 21:36
Peritos em frente a residência onde a mulher assassinou o chargista. (Foto: Paulo Francis)
Peritos em frente a residência onde a mulher assassinou o chargista. (Foto: Paulo Francis)

Os peritos da Polícia Civil continuam na residência da massagista Clarice Silvestre de Azevedo, de 44 anos, em busca de vestígios do assassinato do chargista Marco Antônio Rosa Borges, 54 anos. O imóvel fica na Rua Padre João Cripa entre as Rua Antonina de Castro Faria e Avenida Rachid Neder, no Bairro Monte Castelo.

Os cômodos da residência estão sendo submetidos à aplicação de luminol, substância química que pode indicar a presença de manchas de sangue, mesmo que não estejam visíveis a olho nu.

Conforme apurado pela reportagem do local, os investigadores ainda devem ir até a residência no Jardim Tarumã que pertence a João Victor Silvestre de Azevedo Leite, de 21 anos, filho da assassina e local onde o corpo da vítima ficou até ser deixado em outro endereço no mesmo bairro.

Um veículo que foi apreendido e está no complexo da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol também deve ser submetido ao teste nesta noite.

Quadra da Rua Padre João Cripa entre as Rua Antonina de Castro Faria e Avenida Rachid Neder foi interditada durante o trabalho pericial. (Foto: Paulo Francis)
Quadra da Rua Padre João Cripa entre as Rua Antonina de Castro Faria e Avenida Rachid Neder foi interditada durante o trabalho pericial. (Foto: Paulo Francis)

Familiares da vítima acompanharam o inicio da perícia nesta noite, mas foram orientados a deixarem o local, devido ao avançado da hora. Ainda não há uma previsão para o fim dos trabalhos.

O delegado Carlos Delano, responsável pela investigação acompanha a perícia, mas não confirmou se o outro endereço e o veículo, serão periciados ainda hoje ou se foram encontrados vestígios de sangue na casa da mulher. No endereço, durante o início das investigações, as equipes da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) encontraram na casa da autora um colchonete, que havia sido lavado, dentro do banheiro. Ele tinha manchas que pareciam ser sangue.

O crime - À polícia, Clarice contou que era por volta das 8h20 do último sábado (21), quando ela empurrou Marco da escada após levar dois tapas no rosto. Ao ser empurrado da escada, Marco caiu e bateu a cabeça. Atordoado devido à pancada, mas ainda consciente, ele foi esfaqueado até a morte.

Depois de cometer o crime, a assassina foi para um bar. Depois do almoço, Clarice saiu para comprar materiais para esquartejar a vítima. Ela voltou para casa com facas, luvas, sacos de lixo e água sanitária para limpar o local.

Por volta das 18h, João Victor Silvestre de Azevedo Leite, 21 anos, filho de Clarice, foi até a casa dela, no Monte Castelo, ajudar a esquartejar a vítima. Às 19h30, o corpo de Marco, dentro de três malas, foi levado para a casa de João Victor, no Jardim Tarumã.

Clarice então contratou corrida de carro de aplicativo para fazer o transporte do corpo. A motorista, conhecida da assassina, disse que recebeu R$ 70 pelo serviço. A autora contou que nas malas haviam roupas para doação.

As malas ficaram na casa de João Victor até às 3h de domingo (22). Mãe e filho desovaram os restos mortais no quintal de uma casa desocupada, na mesma região. João Victor foi levado à delegacia, confessou ter participado no crime, mas como não havia flagrante e nem mandado de prisão, foi solto. Clarice permanece presa.

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