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Capital

Personal espancado e dopado com insulina é sepultado ao som de “Hallelujah”

Douglas Lenon Gonçalves Martins morreu após 15 dias internado; familiares acompanharam a despedida em silêncio

Por Bruna Marques e Geniffer Valeriano | 11/06/2026 10:40
Personal espancado e dopado com insulina é sepultado ao som de “Hallelujah”
Ao lado dos pais, caixão de Douglas Lenon Gonçalves Martins é levado para sepultamento no Cemitério Jardim das Palmeiras (Foto: Juliano Almeida)

Douglas Lenon Gonçalves Martins, de 39 anos, foi sepultado na manhã desta quinta-feira (11), no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande, ao som de “Hallelujah” tocada em violino. Ele morreu após ficar 15 dias internado, depois de ter a casa onde morava invadida, no Bairro Parque dos Novos Estados, e ser espancado, esfaqueado e, segundo a investigação, submetido a aplicações de insulina contra a própria vontade.

RESUMO

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Douglas Lenon Gonçalves Martins, de 39 anos, foi sepultado nesta quinta-feira (11) em Campo Grande após morrer em decorrência de espancamento, esfaqueamento e aplicações forçadas de insulina. Ele ficou 15 dias internado na Santa Casa antes de não resistir às lesões. A investigação, que apurava as agressões, agora considera homicídio. Em 2021, Douglas já havia sido baleado no rosto por um policial rodoviário federal que encontrou a esposa com ele em um motel.

O sepultamento ocorreu às 10h. O caixão foi acompanhado pelos pais, familiares e amigos, que seguiram no cortejo em silêncio. A música foi executada durante a cerimônia por uma equipe da Pax.

Internado desde 26 de maio, Douglas não resistiu às graves lesões sofridas durante a invasão à residência. Conforme registro hospitalar, ele deu entrada na unidade às 12h18 daquele dia e teve o óbito constatado às 7h20 desta quarta-feira (10).

Personal espancado e dopado com insulina é sepultado ao som de “Hallelujah”
Familiares e amigos acompanham, em silêncio, o sepultamento de Douglas na manhã desta quinta-feira (Foto: Juliano Almeida)

Quando foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, Douglas apresentava um ferimento profundo no abdômen e já havia sofrido uma parada cardiorrespiratória. A suspeita levantada durante a investigação é de que a aplicação de insulina tenha provocado um choque glicêmico, contribuindo para o agravamento do quadro clínico.

Levado em estado gravíssimo para a Santa Casa, ele permaneceu internado por mais de duas semanas, mas não conseguiu se recuperar.

Personal espancado e dopado com insulina é sepultado ao som de “Hallelujah”
Familiares se abraçam durante despedida (Foto: Juliano Almeida)

Com a confirmação da morte, a investigação deverá avançar. Inicialmente, a polícia apurava o caso em razão das agressões sofridas pela vítima. Agora, deverá considerar que Douglas morreu em decorrência do ataque.

Abalados, familiares e amigos não quiseram conversar com a reportagem durante o sepultamento. O tio da vítima, Iremar Gonçalves, limitou-se a dizer: “O que eu tinha para falar já falei ali. Agora estamos em um momento muito difícil. Não quero falar agora”.

Personal espancado e dopado com insulina é sepultado ao som de “Hallelujah”
Personal trainer baleado por PRF sendo socorrido pelo Corpo de Bombeiros. (Foto: Arquivo / Paulo Francis)

Segunda vez vítima de violência - Douglas já havia ganhado notoriedade em 2021, após ser baleado no rosto pelo policial rodoviário federal Tony Emerson Moretto. O ataque ocorreu depois que o agente encontrou a então esposa em um motel de Campo Grande acompanhada da vítima.

Mesmo ferido, Douglas conseguiu fugir e buscar ajuda. Dois dias depois, o policial foi encontrado morto em uma área de mata na região das Moreninhas.

Posteriormente, a Polícia Civil concluiu que Tony tirou a própria vida após o episódio. Cinco anos depois daquele caso que mobilizou as forças de segurança e ganhou repercussão nacional, Douglas voltou a ser vítima de violência.

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