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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

16/08/2013 16:26

Pesquisa mostra que 83% dos moradores de rua têm profissão

Helton Verão
Cerca de 200 moradores de rua foram entrevistados, 77% deles não tem onde dormir e passam as noites pelas ruas da Capital (Foto: João Garrigó)Cerca de 200 moradores de rua foram entrevistados, 77% deles não tem onde dormir e passam as noites pelas ruas da Capital (Foto: João Garrigó)

Pelo menos 83% dos moradores de rua em Campo Grande tinham alguma profissão antes de perambularem sem destino pela cidade. É o que constatou a pesquisa feita pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, apresentada, nesta sexta-feira (16), na audiência pública sobre a “População em situação de Rua em Campo Grande/MS”.

Entre as profissões dos entrevistados aparecem cozinheiro com 12%, construção civil com 19% e até aposentados com 6%.

Outros números que chamaram a atenção na pesquisa, foi o número de moradores de rua com pelo menos o ensino fundamental completo, cerca de 75% dos entrevistados, 2% deles tem ensino superior. A maioria dos entrevistados é do sexo masculino (96%).

O evento e a pesquisa tem como finalidade obter dados, subsídios, informações, sugestões, críticas ou propostas concernentes à população em situação de rua na Capital, visando auxiliar o gestor público na formulação das políticas públicas favorecendo essa população em projetos de inclusão produtiva. A audiência aconteceu no Auditório Dr. Nereu Aristides Marques na Procuradoria-Geral de Justiça.

Além de Celso Botelho e Juliana Zorzo, participaram da bancada, Thaís Helena, Miriam Aparecida Paulatti (Agehab), Humberto de Mattos Brites e o promotor Sílvio César Maluf (Foto: Marcos Ermínio)Além de Celso Botelho e Juliana Zorzo, participaram da bancada, Thaís Helena, Miriam Aparecida Paulatti (Agehab), Humberto de Mattos Brites e o promotor Sílvio César Maluf (Foto: Marcos Ermínio)

“Foram três meses de pesquisas com a equipe da ouvidoria do MPE, através de relatórios do Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento ao Migrante) e também de entrevistas feitas nas ruas e também com parceiros. O que mais percebemos é que as pessoas que estão nas ruas buscam ajuda para sair desta situação, pelo menos 98% dos entrevistados”, revela o promotor de Justiça e ouvidor responsável pela pesquisa, Celso Antonio Botelho de Carvalho. Eles querem ser internados em clínicas de reablitação. 

Cerca de 200 moradores foram entrevistados pela ouvidoria e pelo Cetremi. O centro oferece assistência provisória através de hospedagem, alimentação, higienização, orientação, encaminhamento à rede socioassistencial e o desenvolvimento de oficinas de ressocialização.

A vereadora Juliana Zorzo (PSC) vai apresentar um projeto na Câmara Municipal nos próximos dias que obriga o município a prestar atendimento aos moradores de rua. “Pesquisei alguns pontos em que o município pode atuar em atendimento aos moradores de rua, como a isenção em alguns custos, albergues, melhoria nos centros e nas casas de convivência. Também irei levar daqui ideias que possam qualificar o projeto que vou apresentar na Câmara”, comenta Juliana.

Ainda hoje às 19 horas acontece a audiência pública na Câmara dos Vereadores que irá debater a inclusão da disciplina nas escolas públicas sobre os malefícios causados pelas drogas.

Mais números - Conforme a pesquisa, a grande maioria (96%) não toma banho diariamente e 42% deles apenas jantam, passando o dia todo sem comer. A metade deles (50%) confessou que o álcool foi o principal fator que os levaram a morar nas ruas.

Na audiência marcaram presenças, funcionários do SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), representantes da igreja católica, evangélica, ONGs e associações. “Os moradores que acolhemos não são forçados a nada, respeitamos seus direitos de ir e vir, sempre pelos meios próprios deles. Cada caso de pessoa que consegue superar os problemas e sair da rua, é uma vitória pra nós”, ressalta a assistente social da SAS, Janusia Fátima Sousa.

A psicóloga Joyse Cabreira lembra que audiências e pesquisas como estas são essenciais para analisar os problemas. “Os moradores não são só responsabilidade de psicólogas e assistentes sociais e sim de toda a população”, analisa a profissional do SAS.

Também participaram da bancada, a secretária municipal de Ação Social, Thaís Helena, Miriam Aparecida Paulatti (Agehab), o procurador geral de Justiça, Humberto de Mattos Brites e o promotor Sílvio César Maluf.



As pessoas não querem só casa e comida, querem um trabalho, respeito e dignidade.
 
Linda Lima em 17/11/2013 12:49:06
Este rapaz que foi fotografado sempre chamou minha atenção pelas suas características:tem um porte atlético, ereto, feições de árabe, pele e cabelo com aparência de saudáveis e veja como ele se veste, como mantêm a camisa abotoada nos pulsos demonstrando sobriedade ao se vestir e pela sua expressão a impressão que passa é que perdeu a memória e está longe dos seus por isto. Não tem o perfil para ser apenas um cidadão em situação de rua. Ele sempre me deixou intrigada...
 
Sandra Luiz em 24/10/2013 22:09:43
O poder Publico através da Agehab,poderia construir moradias de 1 ou 2 quartos e deixar esse povo por lá.eu acho que quem tem seu canto tem tambem sua dignidade.só não pode cobrar nada e nem dar o direito de comercio do imovel.E a Prefeitura tem dinheiro se não tivesse não teria esse monte de vereadores que não fazem nada.
 
ISMAEL ROZENDO BENITEZ em 17/08/2013 09:02:55
José Carlos, estava pensando exatamente nisto, mais você já disse tudo.
 
joao assis em 16/08/2013 21:17:45
Parabéns Vereadora J. Zorzo
 
washington nascimento em 16/08/2013 18:41:55
Estão perdendo o foco, a matéria não condiz com a realidade de Campo Grande, onde não tínhamos este tipo de população. Teríamos que fazer a reportagem voltado ao crescimento desses as margens . E impressionante como essa comunidade cresceu, principalmente nos semáforos da cidade. O governo municipal esta fechando os olhos para tal situação. Eu como cidadão e a imprensa no papel de utilidade publica temos a obrigação de denunciar esses fatos ou não daremos conta da solução num futuro breve.
 
washington nascimento em 16/08/2013 18:30:57
Boa matéria!!!Gostei, pois ultimamente só se via falar de Bernal e vereadores, no dia seguinte "REPLICA", Esta preocupação é humana e realmente para o bem de quem necessita. Alguns destes moradores de rua são pessoas que vieram de outros estados, com proposta de trabalho,e não deu certo e, eles perderam até os documentos, ficando sem ter opção.
 
Mirtes Lourenço Camilo em 16/08/2013 18:22:53
poxa vi esse homen hj passa em frente ao meu trabalho..
 
sandra sato em 16/08/2013 17:41:40
O projeto que deveria ser apresentado seria o de imediata apuração de toda essa roubalheira que a mídia esta divulgando. Com isso haveria recursos para toda a area social: saúde, educação, moradia, assistência etc. Porém, o politico brasileiro, de uma maneira geral, infelzmente, engana os seus "mandantes" e só discursa sobre os efeitos(fruto da corrupção generalizada) de seus atos - e não na causa, que a cada dia gera mais e mais injustiça social. Ridículo.
 
Edson chaves em 16/08/2013 17:37:10
Dá para explicar tal situação, 27,5% de Imposto de Renda, 17% ICMS, 5 % DE ISS sobre qualquer Serviço, IPTU avaliação de 10% sobre o imóvel, IPI sobre qualquer produto industrializado, Taxa de iluminação pública, agua, gás, escola para pagar, gasolina ou alcool a R$2,99, ônibus super lotado. EM FIM qual é a vantagem em ter uma casa para se morar. A A questão é melhor pagar tudo isso suando a camisa no seu trabalho no dia a dia ou morar de graça na rua pedindo de semáfaro em semáfaro.
 
jose carlos em 16/08/2013 17:16:27
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