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Capital

PF bloqueia R$ 10 milhões de grupo suspeito de extorsão e contrabando

Além de vender produtos eletrônicos de forma irregular, grupo fazia cobranças por meio de ameaças com arma

Por Ana Paula Chuva | 09/09/2026 06:42
PF bloqueia R$ 10 milhões de grupo suspeito de extorsão e contrabando
Policial federal durante cumprimento de mandados (Foto: Divulgação | PF)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (9) a Operação Nexum para desarticular uma organização criminosa suspeita de importar eletrônicos do Paraguai de forma irregular, vender os produtos em Campo Grande e cobrar dívidas por meio de ameaças, inclusive com o uso de armas de fogo.

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (9) a Operação Nexum em Campo Grande para desarticular organização criminosa que importava eletrônicos ilegalmente do Paraguai e cobrava dívidas com ameaças e armas. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, bloqueio de bens de até R$ 10 milhões, sequestro de quatro veículos e suspensão de três empresas. Mais de 50 policiais participaram da ação.

Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva na região do Bairro Los Angeles, em Campo Grande. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal. Um terceiro investigado foi alvo de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com os demais investigados e a restrição de acesso à região de fronteira.

Durante a operação, a Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, até o limite de R$ 10 milhões. Ainda foram sequestrados quatro veículos e suspensas as atividades de três empresas apontadas como integrantes do esquema.

Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam redes sociais para anunciar os produtos e faziam cobranças mediante intimidação dos compradores. A apuração também encontrou indícios de envolvimento com empréstimos informais, extorsão, tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

Mais de 50 policiais federais participam da operação, com apoio da Receita Federal nos locais usados para armazenamento e comercialização das mercadorias.

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