ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, TERÇA  08    CAMPO GRANDE 21º

Interior

Baleado na fronteira, dono de funerária critica soltura de filha suspeita

Empresário diz que jovem planejou ataque por herança e questiona decisão da Promotoria

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 08/09/2026 22:57
Baleado na fronteira, dono de funerária critica soltura de filha suspeita
O empresário Marcelino Morel Cabrera, de 61 anos, em entrevista ao site Notícias Central PJC, nesta terça-feira (8). (Foto: Reprodução)

Baleado no fim de semana em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã, o empresário Marcelino Morel Cabrera, de 61 anos, criticou nesta terça-feira (8) a soltura da filha, Lucía Morel Alves, a quem acusa de mandar matá-lo para ficar com seus bens. Dono da funerária Pax Conesul, ele voltou a apontá-la como responsável pelo atentado durante entrevista concedida depois de deixar o hospital.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Empresário baleado no Paraguai acusa a própria filha de encomendar atentado contra ele. Marcelino Morel Cabrera, de 61 anos, dono da funerária Pax Conesul, foi atingido nas costas e na coxa em Pedro Juan Caballero no sábado. Ele aponta Lucía Morel Alves como mandante do crime por disputa de herança. A filha foi detida, mas liberada por falta de provas. As investigações continuam.

Marcelino disse ao site Notícias Central PJC não compreender por que Lucía foi liberada pouco tempo depois de ser detida e afirmou temer nova tentativa contra sua vida. Segundo ele, já relatou aos investigadores as circunstâncias do atentado e os motivos pelos quais desconfia da filha. “Eu já declarei, já disse como foi. O que mais a Promotoria quer? Minha própria filha vai me matar?”, questionou, em tradução livre.

O empresário atribui a tentativa de matá-lo a uma disputa pelo patrimônio da família. Ele afirmou que Lucía é sua única herdeira e sustentou que a morte permitiria que ela ficasse com seus bens. “Ela já tinha tudo planejado desde o princípio: a minha morte”, declarou.

Durante a entrevista, Marcelino contou que conheceu a filha quando ela já era adulta e depois a reconheceu oficialmente. Anos mais tarde, entregou a ela a administração da Pax Conesul, comprou veículos para a empresa e contraiu financiamentos para manter o negócio. A relação, segundo ele, piorou por divergências sobre as contas da funerária e o uso dos automóveis.

O empresário afirmou que, no sábado (5), cobrou a devolução de um dos veículos por causa de uma dívida. Segundo Marcelino, recebeu a informação de que o carro seria levado até ele depois das 10h. Pouco tempo depois, enquanto acompanhava trabalhadores que faziam reformas em um imóvel, um homem chegou de motocicleta, sacou uma arma e abriu fogo.

Marcelino correu para os fundos da casa, mas foi atingido nas costas e na coxa. Ele afirmou que poucas pessoas sabiam onde estava naquela manhã e usou esse ponto para sustentar novamente a acusação contra Lucía. O empresário também disse não manter conflitos que, na avaliação dele, poderiam explicar o ataque.

O dono da funerária também negou desavenças com dono de funerária concorrente na região. Marcelino acredita que a própria filha pretendia direcionar a responsabilidade pelo crime à outra empresa caso o atirador conseguisse matá-lo. “Se o pistoleiro me matasse, ela colocaria a culpa na outra empresa como mandante, mas não é assim”, afirmou.

O caso veio a público no sábado (5) , quando Marcelino foi socorrido e levado ao Hospital Privado Viva Vida. Ainda durante o atendimento, familiares relataram às autoridades que ele havia acusado Lucía de encomendar o ataque e apontado uma disputa por bens e pela administração das empresas como possível motivo.

Pessoas próximas também citaram disparos anteriores contra estabelecimentos ligados ao grupo empresarial.

Lucía chegou a ser detida durante a apuração, mas foi liberada porque a Promotoria informou não haver elementos suficientes para mantê-la presa. O Ministério Público e a Polícia Nacional do Paraguai continuam com as investigações. Até agora, nenhuma prova divulgada pelas autoridades confirmou que ela tenha ordenado o atentado.