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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/04/2014 19:52

PM aposentado é acusado de matar homem em bar após ofensas racistas

Alan Diógenes e Bruno Chaves

O policial militar aposentado, João Nereu Nobre, 55 anos, acusado de matar Isaías da Silva Farias, 30 anos, apresentou-se à Polícia Civil nesta quarta-feira (23). O crime aconteceu no dia 15 deste mês, após uma discussão em um bar localizado na avenida Guaicurus, Jardim Colibri, em Campo Grande.

De acordo com o delegado do 5º DP da Polícia Civil, João Reis Belo, responsável pelo caso, João só se apresentou agora, por que os policiais já estavam em seu encalço. Através de investigações e depoimentos de testemunhas, que reconheceram o autor através de fotografias, os policiais já sabiam do paradeiro do mesmo.

João logo ficou sabendo do fato e rapidamente contratou um advogado para se apresentar à Polícia. Ele confirmou que houve os disparos no dia do crime, mas nega que proferiu xingamentos e ofensas racistas contra a vítima e os dois amigos. Para o delegado o depoimento do acusado não convence, pois as testemunhas ouvidas disseram que ele ofendeu os rapazes com palavras de preconceito.

Segundo o delegado, o acusado chegou ao bar em uma motocicleta Shineray e estacionou em cima da calçada. A proprietária do estabelecimento pediu para que ele retirasse a moto do local, pois atrapalharia o fluxo de pessoas. João não gostou do pedido da mulher, reclamou e logo pediu para ir ao banheiro. Ela disse que o banheiro ficava ao lado na borracharia do marido, e João foi até lá.

O acusado voltou falando mal das condições do banheiro. “Se eu chegasse em um veículo Tucson, você não me apresentaria um banheiro desses”, disse ele à dona do bar. A vítima e mais dois amigos tentaram acalmar o policial aposentado dizendo que já haviam usado o banheiro, que era normal. João se virou para os rapazes e disse: “Para vocês que são pretos e pobres, esse tipo de banheiro serve”, insultou.

Os rapazes tentaram ignorar, mas o policial aposentado insistia em provocá-los. Em meio a uma dessas provocações, um deles levantou e deu um tapa no rosto de João. A partir daí, ele se retirou do lugar, mas voltou logo depois e começou uma nova discussão com os jovens. Eles começaram a se agredir e durante a confusão, João efetuou dois disparos contra Isaías que morreu no local.

Durante seu depoimento à Polícia, João negou que cometeu preconceito racial e disse que retornou ao bar após a discussão, por que havia esquecido a carteira. Sobre a arma, ele informou que a jogou no pátio da Sesop (antigo prédio da Secretaria Municipal de Serviços e Obras Públicas), localizado no cruzamento das avenidas Gury Marques e Guaicurus.

João foi ouvido e liberado por que estava fora do período de flagrante. A Polícia fez diligências na região onde a arma foi descartada, mas não a encontrou. O delegado disse que vai ouvir mais uma testemunha sobre o caso e analisar a possibilidade de pedir a prisão preventiva do acusado. Ele acredita que o inquérito será finalizado em 15 dias.

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