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Capital

Após 3h em delegacia, PM da reserva nega envolvimento em execução

Por Nadyenka Castro e Aline dos Santos | 07/03/2012 14:37

Nelson Barbosa Oliveira atribuiu suspeita a denunciar para tentar desviar o foco das investigações

Nelson diz que não tem envolvimento no crime e fala que suspeita é por causa da 'fama'. (Foto: Pedro Peralta)
Nelson diz que não tem envolvimento no crime e fala que suspeita é por causa da 'fama'. (Foto: Pedro Peralta)

Detido na manhã desta quarta-feira por suspeita de envolvimento na execução de Andrey Galileu Cunha, de 30 anos, ocorrida no dia 23 de fevereiro deste ano, em Campo Grande, o policial militar aposentado Nelson Barbosa Oliveira ficou por três horas na 1ª Delegacia de Polícia Civil.

Após responder aos questionamentos do delegado Wellington de Oliveira, responsável pelas investigações, o cabo da reserva da PM disse à imprensa que não tem envolvimento com o caso e atribui a suspeita ao fato dele ser acusado de um crime de pistolagem ocorrido em 2004.

Nelson foi ouvido pelo delegado, acompanhado de um representante da Corregedoria da PM (Polícia Militar). Ele disse que foi surpreendido com os policiais nesta manhã na casa dele e que a ação - que até fechou o quarteirão da residência na rua das Bandeiras - prejudicou a imagem dele. “Isso é péssimo por eu ser comerciante e por ser policial”, declarou.

O policial aposentado defende-se dizendo ainda que no comércio dele há câmeras de segurança e as imagens feitas no dia que o crime aconteceu provam que ele ficou a tarde inteira no local e que recebeu a visita de primos que moram em Cuiabá, Mato Grosso.

Para Nelson, a suspeita sobre ele tem origem em denúncias anônimas e também pelo fato dele ser acusado de envolvimento na execução do geólogo húngaro Nicolau Ladislau Ervin Haraly e do empresário Antônio Ribeiro Filho, ocorrido em 2004, no Guarujá, litoral de São Paulo.

“Sou inocente, mas, infelizmente é assim que funciona”. “Estou pagando pelo rótulo”, avalia, falando também que as denúncias podem ter sido feitas para desviar o foco da investigação.

Segundo Nelson, na casa dele foi apreendido um computador - onde estão as imagens feitas pelas câmeras do comércio - , uma motocicleta XT 650 Yamaha, capa de chuva e um celular. O policial nega que tenha sido encontrado dinheiro no local. “Dinheiro eu estou precisando”, brinca. De acordo com o policial, ele entrou na corporação em 1985 e foi para a reserva em 1994.

Ele fala também que conheceu Andrey em 2009, quando o rapaz foi preso pela Polícia Federal na operação Las Vegas, de combate à jogatina. Nelson explica que era amigo do ex-major da PM Sérgio Roberto de Carvalho, também preso na mesma ação, e ao visitar Carvalho, viu Andrey na delegacia.

Execução - Andrey foi morto a tiros na rua Rio Grande do Sul, Jardim dos Estados. Ele era passageiro do veículo Siena conduzido por Pedro Lauro de Castro Gonçalves, que também foi baleado, mas sobreviveu.

Os tiros foram disparados por dois homens em uma motocicleta vestidos com capas de chuvas e usando capacetes. Nenhum suspeito foi preso.

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