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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

06/11/2015 13:34

PM defende ciclo completo, mas não acaba com polêmica com a civil

Luana Rodrigues
Seminário ocorreu no plenário do Tribunal de Contas. (Foto: Marcos Ermínio)Seminário ocorreu no plenário do Tribunal de Contas. (Foto: Marcos Ermínio)
Comandante da PM, coronel Deusdete Souza de Oliveira Filho. (Foto: Marcos Ermínio)Comandante da PM, coronel Deusdete Souza de Oliveira Filho. (Foto: Marcos Ermínio)

Seminário realizado na manhã desta sexta-feira (6), pela AOFMS (Associação de Oficiais da Polícia Militar) promoveu um debate sobre a implantação do sistema de Ciclo Completo de Polícia. A proposta dos militares é de que a PM possa executar as atividades repressivas de polícia judiciária, de investigação criminal e de prevenção aos delitos e manutenção da ordem pública. Para os oficiais, o tal ciclo é uma das grandes soluções para os graves problemas da caótica situação da segurança pública no país.

De acordo com o presidente da ANPM (Associação Nacional da Polícia Militar), Leonel Lucas, o ciclo irá melhorar o atendimento a sociedade, porque reduz a burocracia na solução dos crimes. "Na legislação atual cabe à Polícia Militar a função preventiva e a preservação da ordem pública e à Polícia Civil as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, são duas policias fazendo cada uma apenas metade do trabalho", disse.

Para o comandante da PM, coronel Deusdete Souza de Oliveira Filho, estar nas ruas, em contato direto com o cidadão, dá a ela autoridade para registrar o termo circunstanciado de um delito menos grave, que não necessite de investigação. Nesses casos, o cidadão, não precisa se dirigir a uma delegacia e passar por diversos procedimentos

Hoje, a polícia militar, quando se depara com um crime, coleta provas no local e depois leva os fatos e todos os envolvidos para a delegacia. Todo esse material é analisado pelo delegado de polícia, que observa as provas que foram colhidas e após ouvir todos os envolvidos, decide de forma fundamentada acerca do fato que foi narrado pelos policiais e pelas testemunhas.

Ao final, decide se aquele sujeito que foi apresentado como criminoso é de fato bandido; decide se a vítima é, de fato, vítima,se os policiais estavam falando a verdade e se as provas são reais; sendo assim, decide se houve ou não houve crime.

Presidente do Sinpol(Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Jean Carlos Miranda. (Foto: Marcos Ermínio)Presidente do Sinpol(Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Jean Carlos Miranda. (Foto: Marcos Ermínio)
o presidente da ACS/MS((Associação de Cabos e soldados de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares da Silva. (Foto: Marcos Ermínio)o presidente da ACS/MS((Associação de Cabos e soldados de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares da Silva. (Foto: Marcos Ermínio)
Coronel da PM em São Paulo, Flamarion Ruiz. (Foto: Macos Ermínio)Coronel da PM em São Paulo, Flamarion Ruiz. (Foto: Macos Ermínio)

Guerra de egos - O presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Jean Carlos Miranda, discorda dos militares e pondera que o ciclo completo deve ser discutido de forma ampla, uma vez que as polícias brasileiras se compõem de diferentes cargos, e a investigação criminal se dá de forma disciplinar.

Em sua avaliação, inclusive, alguns cargos precisam de autonomia para cumprir sua tarefa com eficiência. "Não é o ciclo completo que vai melhorar o atendimento na segurança, o que precisa é investimento, melhorar a estrutura de trabalho, a gestão dos recursos, depois pensar em uma mudança como essa. O que nós podemos perceber aqui é uma busca do poder, pelo poder", afirmou.

Debate amplo - Em defesa do ciclo completo, o presidente da ACS/MS((Associação de Cabos e soldados de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares da Silva, defende que é preciso haver diálogo entre as policiais, mas que a aprovação ou não da resposta cabe a sociedade. "PM e Polícia Civil tem que se despir de vaidade e pensar que nosso objetivo é atender o cidadão. tem que sair da farda, deixar a delegacia e perguntar as pessoas o que elas querem, se é uma polícia completa ou pela metade, assim vamos chegar ao fim deste debate", acredita o presidente.

Nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, já é uma realidade a confecção por parte da Polícia Militar do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), isto é, a própria polícia militar faz a lavratura de fatos tipificados como infração de menor potencial ofensivo, gerando maior desburocratização e celeridade ao serviço. Este tipo de procedimento é encaminhado diretamente aos Juizados Especiais Criminais e feita a comunicação ao Ministério Público.

Para o coronel da PM de São Paulo, Flamarion Ruiz, um dos palestrante do seminário, o ciclo completo garante a solução dos crimes, o que para ele, somente com o trabalho da Polícia Civil não acontece."O ciclo dá a resposta que a socidade pede quando registra uma ocorrência, que o bandido seja levado a julgamento, coisa que a Polícia Civil não consegue", considera.

Segundo o Coronel, em São Paulo, de 657 mil crimes registrados pela PM, apenas 67 mil foram encaminhados para a Justiça, isso porque a Polícia Civil registrou apenas 108 mil. "Mostra que muitos casos são deixados de lado, não são investigados, não se tornam inquérito, entre outros motivos, por preguiça", disse Ruiz.

O evento contou com palestras dos oficiais das Polícias Militares dos estados de Santa Catarina, major PM Carlsbad Von Knoblauch, Rio Grande do Sul, major PM Marcelo Pinto Specht e do procurador regional e presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti.

Também estiveram presentes no seminário autoridades do Paraguai e da Bolívia, onde o ciclo completo de polícia já é aplicado.



Você não é Policial, entendo que de Polícia não sabe nada. Outra coisa,Você não deve ter certeza de nada, até porquê você não me conhece para dizer que eu sou um deles. Trabalhei mais de trinta anos na rua, pela Gloriosa Polícia Militar, fui Soldado,Cabo atualmente Sargento.Você não entende o que é Ciclo Completo. Se o cidadão em uma discussão leva um tapa no rosto e recebe palavras que o agride moralmente, a PM faz o Boletim de Ocorrência, esse cidadão terá que ir na Delegacia de Polícia Civil e tomar um chá de banco, ficar umas três horas para ser atendido somente para o Delegado pegar a Ocorrência da PM e encaminhar para o Juiz. Em vários Estados A PM faz o TCO, porquê não fazer o Ciclo Completo aqui, beneficiaria o Cidadão, assim como você A reportagem acima fala de Inquérito e TCO.
 
Verissimo em 07/11/2015 09:01:32
Senhor Veríssimo, não sou policial e pouco me importa qual inquérito é melhor conduzido.
Preciso de policiamento em meu Bairro, portanto, não estou questionando o trabalho realizado em Inquéritos e sim a falta de trabalho (policiamento). Veja você que atualmente a Polícia Militar deixa de atender, em horários de rush, mais de 60% das ocorrências que chegam no Ciops.
Sua revolta deveria ser direcionada para esses burocratas que querem somente poder e miqueiam suas intenções para desviar o problema que a instituição sofre, estrutura para desenvolver seus trabalhos.
Tenho certeza que você também é um deles, mas continue assim, que o Governador Reinaldo Azambuja agradece.
 
TOYOSHI SATO em 06/11/2015 17:17:31
Hipocrisia, vocês além de não fazerem o vosso trabalho direito, vestem um fardamento e um coturno com elástico na calça, que não sei aonde vocês tiraram esse fardamento. Colocam um coldre ostensivo igual o da Polícia Militar, e saem nas ruas dando geral em pessoas, que é denominado Policiamento Preventivo. Ai quando a coisa aperta vocês chamam a Polícia Militar. A cidade de Ponta Porá está um caos e vocês não conseguem elucidar os crimes cometidos naquela cidade. Agora vem criticar se a PM vai fazer isso ou aquilo. Pega um Inquérito Militar e um Civil, ai você vai ver qual inquérito é melhor conduzido.
 
Verissimo em 06/11/2015 16:00:55
Quanta hipocrisia desses Oficiais!
Quase a totalidade desses Oficiais nunca sentou numa viatura para patrulhar nas ruas, pior, ganham DGAs (acréscimos em seus abastados salários) para comandar Batalhões, por exemplo.
O porquê de se discutindo ciclo completo se nem o básico se faz? Esses presidentes de Associações e Coronéis, ao invés de ficar inventando, deveriam cobrar do Governador Reinaldo "Pucinelli" o investimento que prometeu em segurança.
Precisamos da polícia nas ruas... de viatura para se trabalhar, seja ela Militar ou Civil!
 
TOYOSHI SATO em 06/11/2015 14:01:04
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