PM instaura investigação após fuga de bombeiro que matou enfermeira
Elianderson Duarte usou cordas improvisadas com lençóis para escalar o muro da unidade penal
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Subtenente do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Elianderson Duarte, de 45 anos, fugiu do Presídio Militar Estadual de Campo Grande na noite desta sexta-feira usando cordas improvisadas com lençóis. Preso desde março pelo feminicídio da esposa e tentativa de homicídio contra dois filhos adolescentes, ele aproveitou a chuva para escalar o telhado e pular o muro. A Corregedoria-Geral da PM instaurou procedimento administrativo e equipes seguem em diligências para recapturá-lo.
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul instaurou procedimentos administrativos para apurar as circunstâncias da fuga do subtenente do Corpo de Bombeiros, Elianderson Duarte, de 45 anos. O militar escapou do Presídio Militar Estadual, em Campo Grande, na noite desta sexta-feira (12), utilizando cordas improvisadas feitas com lençóis, chamadas de “teresa”.
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De acordo com o boletim de ocorrência, Elianderson se aproveitou do momento em que chovia na Capital. Ele estava sozinho e escalou o telhado que dá acesso à torre do pavilhão 2 da unidade penal. Em seguida, pulou para fora do presídio. O alarme foi acionado, mas as equipes só deram falta de Elianderson após fiscalização no local.
Em nota, a PM (Polícia Militar) informou que, assim que a direção do estabelecimento prisional tomou conhecimento da evasão, reforçou imediatamente a segurança local. Em seguida, acionou a Polícia Civil e a perícia técnica para realizar os levantamentos no local da fuga.
Equipes da Polícia Militar seguem em diligências na tentativa de localizar e recapturar o indivíduo.
Feminicídio
Elianderson estava na unidade desde o mês de março, apontado como o autor do feminicídio de sua esposa, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte. O crime ocorreu em Ponta Porã, a 313 quilômetros da Capital, onde a vítima foi violentamente agredida com golpes de marreta dentro da residência do casal.
A mulher resistiu por três dias no hospital, mas não sobreviveu aos ferimentos graves na cabeça. Além da morte da enfermeira, o subtenente responde por tentativa de feminicídio e homicídio qualificado contra dois de seus filhos, adolescentes de 15 e 17 anos, que ficaram feridos ao tentar defender a mãe durante o ataque.
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