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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

17/10/2017 17:25

Polícia e Energisa confirmam fraude de energia em 6 unidades da Subway

Energisa mobiliza 60 equipes que investigam os 'gatos' junto às equipes de perícia da 7ª DP e da 5ª DP; Franquias de toda a Capital serão fiscalizadas

Izabela Sanchez e Geisy Garnes
Na unidade da Rua Joaquim Manoel, na Vila Olinda, a fraude ocorreu pela alteração das engrenagens do medidor, que teve o lacra quebrado (Marina Pacheco)Na unidade da Rua Joaquim Manoel, na Vila Olinda, a fraude ocorreu pela alteração das engrenagens do medidor, que teve o lacra quebrado (Marina Pacheco)

A Energisa encontrou, durante fiscalização, fraude de energia em 6 filiais da franquia de fast food Subway na Capital. A primeira fiscalização que constatou os "gatos"  ocorreu há cerca de um mês, segundo a polícia, em uma unidade da Rua da Divisão, e a segunda, em unidade da Rua Vitório Zeolla. Um dos proprietários detém 3 das 6 unidades onde a investigação constatou fraudes até o momento. Uma delas é a unidade da Avenida Capibaribe, no Jardim Petrópolis, onde as equipes estiveram na tarde de segunda-feira (16).

Segundo explicaram, o proprietário do local detém, além da unidade do Jardim Petrópolis, as unidades na região da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), na Rua Joaquim Manoel, na Vila Olinda, e a unidade em frente ao HU (Hospital Universitário), na Rua Anhanguera. Nas 6 unidades, as equipes encontraram alterações na estrutura de energia para pagar menos do que o consumido.

Investigação

Na unidade do Jardim Petrópolis, explicaram as equipes, a Energisa encontrou alteração em um medidor. No local, explicaram que a fraude ocorreu pela queima do circuíto eletrônico. O caso foi parar na 7ª DP (Delegacia de Polícia Civil), que investiga o crime junto à 5ª DP e outras delegacias responsáveis pelas regiões onde o crime de furto de energia foi constatado.

Na tarde desta terça-feira (17), 60 equipes da concessionária fiscalizam diversas unidades da Capital, trabalho em conjunto com as investigações da polícia civil. Além de unidades da corporativa, a Energisa fiscaliza outros locais onde há denúncias de fraude de energia. Segundo explicou a concessionária, Campo Grande é responsável por 40% dos casos de furto de energia de todo o Estado.

Nesta terça, além das unidades que ficam no entorno da Universidade Federal, a Energisa encontrou fraude em uma terceira unidade que fica no posto de combustível Fic, próximo ao trevo Imbirussu, segundo o delegado da 5ª DP, Jairo Carlos Mendes.

Consumo 80% menor

O trabalho de fiscalização ocorre de forma simultânea nesta terça, e não há, ainda, data para encerramento. As equipes da Energisa explicam que na unidade da Rua Joaquim Manoel, o método para fraudar a energia é diferente das outras. No local, segundo os funcionários da concessionária, foram alteradas as engrenagens do medidor. Nesse local o consumo chegou a registrar apenas 20% do total que deveria, segundo os funcionários.

Ali, explicaram, foi cobrado apenas 2 mil kwh, 80% a menos do que seria considerado 'normal'. Os funcionários explicaram que a alteração foi possível pela quebra do lacre que protege o medidor, o que só é possível por 'interferência externa'.

Agora, a polícia vai coletar os medidores para investigação e a perícia deve realizar análises técnicas. Segundo o delegado, no entanto, a fraude das 6 unidades já é confirmada. Os donos, explicou o delegado, devem ser autuados de forma diferenciada conforme as características do crime de furto, já que as franquias são responsabilidade dos proprietários. A pena, explicou o titular, varia de 2 a 4 anos em regime fechado.

O proprietário das unidades da região da UFMS é investigado pela 5ª DP, e ainda não foi encontrado, segundo a polícia. Na ausência dele, os gerentes devem prestar depoimento. O delegado explica que os esclarecimentos estão agendados para quarta-feira de manhã (18), mas que há possibilidade de que prestem depoimento ainda nesta terça.

No âmbito da Energisa, por sua vez, as empresas devem responder a processos administrativos. A concessionária deve calcular o prejuízo e requerer cobrança de forma retroativa. O Campo Grande News ligou para o proprietário que detém 3 das 6 unidades investigadas, mas não conseguiu contato.



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