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Capital

Polícia faz varredura e encontra pelo menos 12 cães e gatos mortos em terreno

Não é possível saber a causa das mortes ou quem carbonizou os animais, mas dois crimes são investigados

Por Geisy Garnes e Bruna Marques | 22/09/2021 11:58
Cachorro carbonizado na área usada como lixão pelos moradores. (Foto: Henrique Kawaminami)
Cachorro carbonizado na área usada como lixão pelos moradores. (Foto: Henrique Kawaminami)

Equipes da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista) e da perícia foram nesta manhã (22), ao terreno baldio onde cachorros e gatos foram incinerados, no Bairro Parque Novo Século, em Campo Grande. Pelo menos 12 animais mortos foram encontrados no local.

A área abandonada se destaca no bairro pelo lixo. Todo o terreno é coberto de entulhos e restos de móveis quebrados, o cheiro ruim pode ser sentido de longe. É no meio desse cenário, que indícios de uma fogueira chamam atenção. Entre as cinzas, cães e gatos carbonizados.

Com a perícia desta manhã, as equipes contaram dez animais queimados, pelo menos dois estavam dentro de sacolas de lixo. Além dos gatos e cachorros carbonizados, os policiais da delegacia especializa encontraram ainda outros dois cães mortos, descartados dentro de sacos no terreno.

Equipes da perícia no local em que os animais foram queimados. (Foto: Henrique Kawaminami)
Equipes da perícia no local em que os animais foram queimados. (Foto: Henrique Kawaminami)

Não é possível saber a causa das mortes ou quem carbonizou os animais, mas dois crimes são investigados pela Decat. “Apuramos maus-tratos, com agravante da incineração dos animais, e a poluição do local. Há mosquitos e outros animais que podem trazer prejuízo a vizinhança”, explicou a policial Dandara Feitosa da Cunha.

A denúncia chegou à delegacia depois que a comerciante Elizangela Ferreira Teodoro, de 38 anos, foi avisada dos crimes, gravou a situação e enviou para a polícia. Ela mora há dois anos no bairro e revelou que o terreno é diariamente usado para “descartar” animais, vivos ou mortos.

“Passei a noite pensando se trouxeram vivos e mataram aqui, se estavam mortos e atearam fogo. Aqui é direto essa situação, resgatei diversos animais. Já encontrei cachorro com a unha arrancada, perdi a conta de quantos resgatei. Jogam aqui vivos, mortos, doentes, sem conseguir andar, vou tratando como posso, o pessoal me ajuda, depois que já estão saldáveis, vão para adoção”, revelou.

Elizangela conta que já fez dívida de R$ 3 mil para cuidar de um dos animais que resgatou na região. “Os animais são inocentes. Os bichinhos só dão amor, como alguém tem coragem de fazer isso. Sinceramente, isso aqui é um inferno para os animais”, desabafou.

Segundo as equipes da investigação, ainda não é possível identificar o responsável pelo terreno, mas a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana) já foi notificada para confirmar de quem é a responsabilidade de área, se púbica ou privada.


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