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Capital

Polícia investiga envolvimento de funcionários da Uniderp no esquema

Por Graziela Rezende | 11/11/2013 11:15

A Polícia investigará, após a prisão em flagrante de 22 vestibulandos a faculdade de Medicina da Uniderp/Anhanguera, se funcionários da instituição estão envolvidos no esquema. Outra hipótese é que uma quadrilha seria responsável pelo crime, aliciando candidatos e também colocando um terceiro para resolver as questões da prova.

“A maioria dos candidatos, quando questionados sobre o possível vazamento de gabarito ou cola eletrônica, permaneceu em silêncio e disseram somente que vão responder em juízo. E esse será o passo inicial, descobrir quem está por trás do esquema”, afirma a delegada Ariene Murad Cury, titular da Dedfaz (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Fazendários).

Além de indiciados por fraude em certame público, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão, os candidatos tiveram de pagar uma fiança de três salários mínimos para serem liberados. Apenas um continua preso. “Vou receber ainda hoje o flagrante da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do bairro centro e iniciar novas oitivas”, comenta a delegada.

Possível fraude – Segundo a Polícia, os candidatos pagaram de R$ 300 a R$ 500 pelo aparelho auditivo. Com a aprovação na prova, o valor seria maior. Após 2h, quando os primeiros começaram a sair, os portões foram fechados o que obrigou todos a passarem pelo exame de otoscopia, que avalia visualmente o canal auditivo externo e do tímpano, teste efetuado com a ajuda de instrumentos específicos, como os usados para detectar doenças auditivas.

De acordo com o coordenador de planejamento de curso, Antônio Carlos Carbonaro Salles, o esquema de fiscalização foi proposto por professores que vêm ao longo dos anos questionando o rendimento dos alunos no curso. Uma coletiva sobre o caso será realizada amanhã, ás 10h, na Cepol.

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