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Capital

Polícia pede bloqueio de contas correntes usadas por estelionatários

Nadyenka Castro | 16/03/2012 18:20

A Polícia Civil identificou 12 contas bancárias utilizadas nos golpes do carro estragado e de promoção de televisão

Delegado Valmir Messias de Moura Fé é o responsável por investigar os estelionatos. (Foto: João Garrigó)
Delegado Valmir Messias de Moura Fé é o responsável por investigar os estelionatos. (Foto: João Garrigó)

A Polícia Civil pediu o bloqueio de 12 contas correntes que estão sendo utilizadas por estelionatários que aplicam os golpes do carro estragado e da promoção de uma emissora de televisão. Dessas contas, a maioria, sete, é da Caixa Econômica Federal e as demais de outros bancos.

O delegado responsável pelas investigações desses golpes, Valmir Messias de Moura Fé, disse que além de mandar bloquear as contas, foram pedidos à Justiça a quebra de sigilo de informações bancárias e de linhas telefônicas. “O bloqueio é feito diretamente pelo banco. O sigilo é pedido á Justiça. Pedi os extratos dos últimos dois anos”.

O delegado explica que estão em investigação 12 casos de estelionatos ocorridos desde o ano passado. “A maioria é do carro. Somente dois são do SBT”, diz Moura Fé referindo-se aos casos em que os golpistas utilizam o nome da emissora.

Conforme o delegado, a maioria das ligações partem do município de Aparecida de Goiânia, Goiás, e as contas correntes informadas pelos estelionatários às vítimas para depósito de dinheiro também são da mesma cidade.

A Polícia Civil suspeita que os golpes estão sendo aplicados por uma quadrilha especializada no crime e não descarta que, apesar das ligações partirem de Goiás, há envolvidos em Campo Grande que seriam responsáveis por ‘selecionar’ as vítimas.

A maioria das vítimas é mulher que tem sobrinhos e/ou já é avó. Na manhã desta sexta-feira, por pouco a quadrilha não emplacou mais um golpe. A mulher só não depositou o dinheiro porque foi orientada pelo gerente do banco onde sacou R$ 1,5 mil a procurar a Polícia pois poderia não ser verdade a situação relatada ao telefone.

A mulher foi até a delegacia e só depois de conversar com o delegado é que constatou que era falsa a informação de que seu parente estava com carro quebrado na estrada e precisava da quantia que havia sacado.

Orientação - O delegado explica que é fundamental que as pessoas estejam atentas a todas as ligações que receberem e não informar dados sobre parentes a quem não conhecem.

E, se o interlocutor fala o nome do parente, ligar para a pessoa e confirmar a informação antes de tomar qualquer atitude. Também é fundamental registrar a ocorrência, mesmo que não tenha cedido ao golpe.

Os golpes - O estelionatário liga, se identifica como parente - geralmente sobrinho ou neto- e fala que durante viagem à cidade da pessoa, o carro quebrou e precisa de dinheiro para fazer o conserto.

Muitas vezes coloca até outro homem na linha se passando por mecânico e com isso faz o golpe ficar mais verídico. A pessoa acredita e então deposita o dinheiro em uma conta e só depois descobre que foi vítima de estelionatários.

No caso da promoção do SBT, através de mensagem ou em telefonema, a vítima é avisada que ganhou prêmios, mas, para recebe-los precisa ligar para um número de telefone. A pessoa liga e então é informada que deve depositar uma quantia em dinheiro.

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