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Capital

Polícia recolhe animais, prende moradora e derruba até casa no Jacy

As mulheres viviam em situação deplorável em meio a galinhas, galos, cachorros, gatos, fezes e muita sujeira

Por Viviane Oliveira e Ana Oshiro | 23/06/2021 11:50
Equipes fazendo a limpeza da casa (Foto: Ana Oshiro)
Equipes fazendo a limpeza da casa (Foto: Ana Oshiro)

Depois de várias batidas, equipes da Polícia Civil e da Prefeitura retornaram na manhã desta quarta-feira (23) a uma casa de madeira, na Rua José Paes de Farias, no Jardim Jacy, para tentar solucionar, de uma vez, a situação de duas mulheres, uma delas presa em flagrante, que vivem em situação deplorável em meio a galinhas, galos, cachorros, gatos, fezes e muita sujeira.

Segundo o delegado Máercio Alves Barbosa,  as equipes vão recolher tudo e derrubar a casa que está caindo. A quadra chegou a ser interditada para que os trabalhos fossem realizados. “Vamos tirar a estrutura do imóvel também. O problema aqui, se não me engano, é desde 2012”, disse o titular da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista). Assista, abaixo, ao vídeo dos profissionais fazendo a limpeza.

Os profissionais estão fazendo a limpeza com cuidado, porque a casa está com a estrutura comprometida e corre o risco de desabar.  Nervosa com a situação, uma das moradoras, Maria Marlin Reinoso, 59 anos, disse que mora na residência com a irmã. “Aqui tem maconheiro e ladroagem, mas eles [a polícia] só batem aqui na minha casa”, lamentou. Ela foi presa em flagrante por maus-tratos a animais e omissão. Em um dos cômodos, um cachorro foi resgatado.

Conforme Wagner Ricardo dos Santos, coordenador de Controle de Vetores do Município, essa não é a primeira vez que as equipes fazem a limpeza do imóvel e recolhem os animais. “Já viemos pelo menos 3 vezes para tirar o lixo daqui. A última foi em 2018. “Elas [as donas da casa] mantêm aqui muitos bichos sem cuidado apropriado, aves que não podem ser criadas na área urbana e muitas fezes pelo terreno”, explicou. Veja o momento em que um dos cachorros é resgatado.

A Assistente social está tentando uma moradia para as duas mulheres e acompanhamento. Os lixos recolhidos por profissionais da Sisep (Secretaria Municipal De Infraestrutura E Serviços Públicos) vão para o aterro sanitário. No total, estão sendo utilizados três caminhões para recolher a sujeira. “O lixo atrai escorpião, rato e até mosquito que transmite leishmaniose”, disse os profissionais que compõem a força-tarefa.

Vizinha da casa, a cabeleireira Andréa Figueiredo, 49 anos, contou que as irmãs viviam discutindo. “Uma delas fazia xixi no balde e jogava na rua. O cocô era colocado numa sacola e jogado na calçada”, reclamou. Andréa contou que na semana passada ajudou uma das mulheres a procurar auxílio, fazer inscrição no Bolsa Família. “Ela não tem renda”, lamentou.

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