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Capital

Em Campo Grande, 120 presos do regime fechado foram para casa por 90 dias

Esse número refere-se aos condenados que cumprem pena em 5 unidades de Campo Grande

Por Marta Ferreira | 07/04/2020 15:08



Uma das unidades de ondem presos em situação de risco para o covid-19 foram mandados para casa é a Máxima. (Foto: Arquivo)
Uma das unidades de ondem presos em situação de risco para o covid-19 foram mandados para casa é a Máxima. (Foto: Arquivo)

Foi concluída esta emana, depois de chegar a registrar fila para implantação de tornozeleira eletrônica, a colocação em prisão domiciliar de condenados que cumpriam pena em regime fechado em Campo Grande. Foram beneficiados 120 detentos em cinco unidades prisionais, como apurou a reportagem.

 Eles ficarão em casa, de onde não podem sair, conforme a determinação judicial, que tem como base orientação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para tirar dos presídios presos em grupo de risco para o contágio do novo coronavírus, vírus em situação pandêmica.

O prazo para a permanência no domicílio é de 90 dias. O monitoramento via tornozeleira eletrônica é justamente para controlar o cumprimento da decisão judicial. Quem sair, segundo previsto, volta para a prisão.

Desde que começou esse processo, em março, chegou a faltar tornozeleira e por isso ele só foi encerrado nesta segunda-feira.

Número - No mês passado, o Campo Grande News noticiou decisão das varas de execução penal neste sentido, que mandaram para casa internos em todo o Estado. Nos regimes aberto e semiaberto, eram mais de 1,2 mil pessoas, conforme dado da Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário).

No regime fechado, a peneira, segundo informado pelo judiciário, considerou detentos com doenças que apresentam risco maior em relação ao coronavírus, como diabetes, hipertensão e Aids. Outro quesito observado foi o tipo de crime. A garantia dada é de que condenados e presos à espera de julgamento por crimes graves, como estupro e homicídio, não receberam benefício.

Dos seis presídios de regime intramuros de Campo Grande, a prisão domiciliar foi estendida a internos de cinco unidades, a feminina no bairro Coronel Antonino e as quatro localizadas no complexo penal da saída para Três Lagoas.

 A sexta penitenciária existente na cidade, da Gameleira, na saída para Sidrolândia, inaugurada em fevereiro deste ano, não foi incluída. Lá, os presos estão chegando aos poucos, portanto não há superlotação.