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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

09/08/2016 14:34

Por trânsito melhor, mais gente deve embarcar no transporte coletivo

Incentivar o uso do ônibus e melhorar integração entre ciclofaixas são algumas das metas da revisão dos rumos da cidade

Chloé Pinheiro
Ônibus e carros disputam espaço de forma desequilibrada hoje na capital. (Foto: Fernando Antunes) Ônibus e carros disputam espaço de forma desequilibrada hoje na capital. (Foto: Fernando Antunes)

Mostrar saídas para equilibrar o espaço disputado nas ruas cada vez mais engarrafadas do Centro é um dos maiores desafios da revisão do Plano Diretor de Campo Grande, que deve ser entregue até o fim desse ano pela Prefeitura para aprovação na Câmara Municipal.

“Por exemplo, o comércio quer mais vagas de estacionamento, mas em algumas vias é preciso considerar as faixas exclusivas de ônibus”, explica Dirceu Peters, diretor-presidente do Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano).

A mobilidade urbana é um dos pilares que devem ser incluídos no Plano Diretor, atualmente em fase de discussão entre Prefeitura e sociedade civil, conselhos e associações. Depois dele, vem um plano específico de mobilidade urbana. E problemas para resolver não faltam.

As tais faixas de ônibus hoje mal existem na Capital. A exceção fica para o corredor na Avenida Duque de Caxias, no caminho para o aeroporto, e da faixa preferencial da Rui Barbosa. Na Afonso Pena, um dos pontos críticos do fluxo hoje, a queda de braço entre comércio, carros e passageiros impede que avancem as obras por ali.

“Do lado esquerdo, o canteiro central é tombado e não pode ser alterado, então o corredor precisaria ficar do lado direito, onde atualmente ficam as vagas para os carros”, detalha Peters .

Também de nada adianta dar mais espaço para os ônibus se há mais pessoas nos carros do que dentro do transporte coletivo. “É sabido que o número de passageiros caiu. Não dá para melhorar o serviço ou discutir o valor da passagem se não tiver gente usando”, diz o gestor.

É difícil dizer agora a quantidade de passageiros que se desloca com o transporte coletivo e as linhas que deveriam ser ampliadas. Os dados estão com a Assetur, que reúne as empresas de ônibus da Capital, que deve entregar uma pesquisa origem-destino como parte de seu compromisso com o Executivo.

O levantamento, que inclui a população toda da cidade – dos passageiros aos motoristas do transporte individual e até os ciclistas – ainda não foi entregue pela empresa.

Falando em bicicletas, elas também entrarão nas diretrizes do novo Plano Diretor. Apesar da cidade contar com uma boa malha cicloviária – são 90km de vias, segundo o Instituto Mobilize – as principais ciclovias não tem ligação entre si.

A Assetur foi procurada para obter números atualizados sobre os passageiros que utilizam o serviço e da pesquisa origem-destino, mas não se manifestou até o fechamento da reportagem.

O Plano - O Plano Diretor dá diretrizes para o planejamento urbano em diversos setores e, segundo o Estatuto das Cidades, deve ser revisto uma vez a cada dez anos para garantir que o município receba repasses para infraestrutura.

O processo é conduzido por uma consultoria externa, a Urbtec, de Curitiba, que entregará um diagnóstico da situação atual da cidade. A entrega final deve ocorrer até o dia 11 de dezembro. 

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Também acho que o transporte coletivo precisa ser mais utilizado, só que, infelizmente, o de Campo Grande é uma porcaria, com ônibus ruins, em sua grande maioria, locais inapropriados para embarque além de demorado. Precisa melhorar muito, mas muito mesmo.
 
Seusamuca em 10/08/2016 08:07:59
Outra: coloca uma VLT na rota indubrasil - aeroporto - afonso pena - Camelodromo - av fabio zahran - shopping Norte Sul - Salgado Filho - costa e silva - UFMS - Gury Marques - Moreninhas; os trilhos cabem certinho nos canteiros gramados. Com a instalação de estacionamentos para bicicletas em locais estrategicas e ciclovias e linhas de onibus de bairro para alimentar as estações deste trem leve a cidade vai ter algo tão bom quanto um metro, integrando a cidade e contribuindo muito para desentupir alguns das principais linhas de transporte.
O negocio é o seguinte: as pessoas só vão usar transporte publico quando leve eles de forma rapida e eficiente de A para B. Se é demorado demais, as pessoas vão querer comprar um carro ou moto, mesmo sendo mais caro.
 
Marc em 09/08/2016 17:49:49
Para fazer que mais passageiros usam o transporte publico tem que acabar com terminal de transbordo. Introduz bilhete eletronico que dá direito a X tempo de viagem, e permite descer e entrar em outro onibus em qualquer ponto da cidade. Assim, o trajeto a ser percorrido fica MUITO mais curto, reduz o tempo da viagem (e também o numero de kilometros rodados desnecessariamente assim como a lotação desnecessária da frota). Funciona assim em cidades europeus como Amsterdam, Paris, ...
Hoje, até de bicicleta é mais rapido que andar de onibus, sendo assim o transporte coletivo não interesse ninguem exceto estudantes e idosos (que viajam de graça), e os gestores.
 
Marc Boncz em 09/08/2016 17:42:39
“""É sabido que o número de passageiros caiu. Não dá para melhorar o serviço ou discutir o valor da passagem se não tiver gente usando”, diz o gestor."""
Isso é conversa! Desde quando no Brasil alguém vai querer melhorar o preço se tiver muita procura.
Se o serviço fosse de qualidade e um preço justo, mas nunca vai acontecer pq esses trabalham para os políticos que os colocam lá.
Faz uns 5 anos que eu não sei o que é andar de ônibus pq eu vivia a humilhação que nem gado passa quando está sendo transportado.
É uma incoerência permitir os passageiros em pé e outros sentados sem cinto.
E outra... Plano Diretor é desconsiderado por cada alcateia de políticos que passa pela cidade.
 
Wagner Cabriote em 09/08/2016 17:26:17
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