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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

11/05/2016 18:00

Prefeitura alega não ter leito, enquanto estado de saúde de idosa piora

Amanda Bogo
Idosa aguarda transferência a mais de 72 horas na UPA do Coronel Antonino (Foto: Direto das Ruas)Idosa aguarda transferência a mais de 72 horas na UPA do Coronel Antonino (Foto: Direto das Ruas)

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) afirmou na tarde desta quarta-feira (11) que não há vaga em hospital para internar Tereza de Jesus Malta, 66 anos, que, mesmo com ordem judicial mandando interná-la, aguarda vaga em UTI há mais de 72 horas em leito improvisado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino, em Campo Grande. Segundo familiares, o estado de saúde dela tem se agravado. 

Por meio de sua assessoria de imprensa, a secretaria alegou que tanto o HR (Hospital Regional) quanto a Santa Casa estão com superlotação. Com a paralisação do HU (Hospital Universitário), não há leito disponível para transferências na rede pública de saúde.

Diante do cenário de caos, a Sesau culpa a demanda vinda do interior do Estado. A centralização de atendimento de pacientes em Campo Grande, alega o órgão, acentua o problema de falta de vagas nos hospitais, e os pacientes que aguardam transferência na área vermelha de uma UPA recebem todas as condições de atendimento possíveis.

Tereza está internada improvisadamente na UPA do Coronel Antonino há três dias com princípio de pneumonia e já sofreu três paradas cardíacas desde então. No ano passado, o marido dela, Eribaldo Fagundes, ficou cinco dias na mesma unidade de saúde e morreu no local sem conseguir ser transferido.

A família da idosa acionou a Defensoria Pública e conseguiu na justiça a ação de transferência, mas a idosa continua internada no local. O processo foi movido contra o Município e o Estado.

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) afirmou que a secretaria está ciente sobre o caso de Tereza e está tentando viabilizar o leito, porém no momento nada pode ser feito. A secretaria destacou que, além da lotação do HR (Hospital Regional) e da Santa Casa, a paralisação do HU (Hospital Universitário) agravou a situação de transferência, e a mulher permanecerá na UPA até que um leito seja disponibilizado.



Não adianta ter determinação judicial se não existe leito disponível nos hospitais públicos... O que quer que se faça? É muito complicado quando não se tem nenhum tipo de plano de saúde, seja particular ou por convênio. O jeito é esperar, fazer o que? As pessoas não se preocupam com a saúde... enquanto são jovens, saudáveis, vão vivendo a vida sem pensar em arrumar um bom emprego que o ampare ou em pagar algum plano de saúde, os filhos nunca podem se juntar pra pagar um convênio médico para seus pais que, estando velhos, mais cedo ou mais tarde precisarão de atendimentos especializados... fazer o que né? Agora o jeito é se sujeitar. E não adianta apelar, não se pode colocar um paciente em cima do outro. Duas pessoas não podem ocupar o mesmo leito. Se tem fé, o jeito é rezar e esperar.
 
Mariana Carvalho em 12/05/2016 09:09:53
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