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Capital

Prefeitura contrata projeto e aproxima viaduto da Coca-Cola da licitação

Consórcio Taquari será responsável por elaborar estudo que servirá de base para o Estado avançar com a obra

Por Jhefferson Gamarra | 27/10/2026 16:16
Prefeitura contrata projeto e aproxima viaduto da Coca-Cola da licitação
Imagem feita com drone na rotatória da Coca-Cola, onde será levantado o viaduto (Foto: Divulgação/PMCG)

A Prefeitura de Campo Grande assinou contrato de R$ 543,7 mil para elaboração de estudos técnicos e projetos preliminares do viaduto previsto para a rotatória da Coca-Cola, no cruzamento das avenidas Gury Marques e Doutor Olavo Vilella de Andrade. O extrato do contrato foi publicado nesta terça-feira (27), no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), e representa uma nova etapa para tirar a obra do papel.

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A Prefeitura de Campo Grande assinou contrato de R$ 543,7 mil com o Consórcio Taquari para elaborar estudos técnicos e projetos preliminares do viaduto da rotatória da Coca-Cola. O prazo é de 90 dias e o material seguirá ao Governo de Mato Grosso do Sul, que cuidará do projeto executivo e da licitação, prevista para o primeiro semestre de 2027. A obra, estimada entre R$ 100 milhões e R$ 110 milhões, terá recursos federais de R$ 86,98 milhões.

A contratação foi feita com o Consórcio Taquari, que ficará responsável pelos levantamentos necessários à definição da solução de engenharia mais adequada para o local. O prazo de execução dos serviços é de até 90 dias, contados a partir do recebimento da Ordem de Execução dos Serviços pela empresa.

O material produzido será encaminhado ao Governo de Mato Grosso do Sul, responsável pela condução das etapas seguintes do empreendimento. Com os estudos e as diretrizes gerais definidos, o Estado poderá avançar na contratação do projeto executivo de engenharia e, posteriormente, na licitação para execução da obra.

Entre os trabalhos previstos estão estudos de viabilidade técnica e de tráfego, levantamentos topográficos e investigações geotécnicas. A análise deverá considerar as condições do terreno e da circulação de veículos, além de aspectos relacionados à mobilidade urbana e à segurança viária.

O contrato tem interveniência da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e foi firmado com base no Pregão Eletrônico nº 007/2024 e na Ata de Registro de Preços nº 001/2025. O procedimento foi homologado em 16 de janeiro de 2025.

Obra anunciada há um ano - O viaduto da Coca-Cola foi anunciado em novembro de 2025, com previsão inicial de investimento de aproximadamente R$ 90 milhões. Na ocasião, o então secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, afirmou que a estrutura seria do tipo estaiado, sustentada por cabos de aço inclinados, com proposta de contribuir para a mobilidade e também para o aspecto visual da cidade.

O projeto foi apresentado como uma intervenção para substituir a rotatória no cruzamento das avenidas Gury Marques, Costa e Silva, Senador Antônio Mendes Canale e Doutor Olavo Vilella de Andrade, um dos pontos de circulação de veículos da região sul de Campo Grande.

Em fevereiro de 2026, a bancada federal de Mato Grosso do Sul havia confirmado a destinação de recursos para obras de viadutos na Capital. Inicialmente, a previsão era dividir o montante entre a rotatória da Coca-Cola e o cruzamento da Avenida Mato Grosso com a Avenida Nelly Martins, conhecido como Via Park. Posteriormente, a prioridade passou a ser a obra da Coca-Cola.

Em dezembro de 2025, foi publicado contrato entre os governos estadual e federal prevendo R$ 86,98 milhões do Programa Mobilidade Urbana, além de R$ 861,2 mil de contrapartida estadual.

Licitação prevista para 2027 - Em outubro de 2026, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, estimou que a obra poderá custar entre R$ 100 milhões e R$ 110 milhões. Na ocasião, ele afirmou que a licitação deveria ser lançada no primeiro semestre de 2027, condicionada à entrega oficial do projeto pela Prefeitura de Campo Grande.

Segundo o secretário, o material já passava por análises preliminares, mas ainda havia pendências, entre elas um estudo de tráfego solicitado pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito).

A assinatura do contrato para os estudos e projetos preliminares abre uma nova etapa para atender às exigências técnicas necessárias ao empreendimento. Ainda assim, a execução depende da conclusão dos serviços contratados e do andamento das etapas posteriores, incluindo a elaboração do projeto executivo e a licitação estadual.