Deputado de MS afirma que Flávio chegou aos EUA e será “exilado político”
Rodolfo Nogueira publicou vídeo nas redes sociais após relatos de que senador deixou o Brasil

O deputado federal reeleito Rodolfo Nogueira (PL) afirmou nesta terça-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos e será um “exilado político”. A declaração foi publicada em vídeo nas redes sociais, no qual o parlamentar sul-mato-grossense disse que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não deixou o Brasil como fugitivo, mas por causa de uma suposta perseguição política.
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“Meus amigos, o Flávio acabou de chegar nos Estados Unidos, e frustrou totalmente os planos do sistema”, declarou Nogueira. Na sequência, o deputado relacionou a suposta saída do senador a decisões judiciais tomadas após a eleição presidencial, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25).
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A chegada de Flávio aos Estados Unidos, no entanto, ainda não havia sido confirmada oficialmente pelos governos brasileiro ou norte-americano. Mais cedo, o UOL publicou que um aliado do senador confirmou sua chegada ao território americano, enquanto outras informações sobre o trajeto e as condições da viagem permaneciam sem confirmação independente.
No vídeo, Rodolfo Nogueira também questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a entrega dos passaportes de Flávio. O deputado afirmou que a medida foi tomada sete minutos após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reconhecer a vitória de Lula, mas não apresentou, na publicação, elementos que comprovem essa relação temporal.
“É o sistema agindo para prender o Flávio. A perseguição à oposição é real, e todos aqueles que se levantam contra eles pagam um preço caro”, disse o parlamentar.
Ao final da gravação, Nogueira reforçou a versão de que o senador teria deixado o país por razões políticas. “Flávio não sai como fugitivo. Flávio sai como mais um exilado político do Brasil”, afirmou. (veja abaixo)
Publicação cita suposta operação nos Estados Unidos - O vídeo divulgado pelo deputado foi acompanhado de uma captura de tela de uma publicação do empresário e ex-secretário de Turismo do México Simón Levy. Nas redes sociais, Levy afirmou que a chegada de Flávio aos Estados Unidos teria ocorrido em uma operação articulada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Em publicação no X, por volta das 15h30 desta terça-feira, o empresário declarou que o senador estaria em segurança em território americano e que passaria a liderar a oposição ao governo Lula. Menos de meia hora depois, Levy afirmou que a suposta operação teria recebido o nome de “Operação Alba”.
As declarações, contudo, não foram acompanhadas de confirmação oficial dos governos do Brasil ou dos Estados Unidos. Levy é empresário e advogado e se apresenta publicamente como aliado do presidente norte-americano Donald Trump e do movimento MAGA, sigla em inglês para “Make America Great Again”.
Passaportes foram cancelados pela Polícia Federal - As informações sobre a possível chegada de Flávio aos Estados Unidos surgiram no mesmo dia em que a Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático do senador.
A medida foi adotada após o parlamentar não entregar os documentos no prazo de 24 horas determinado por Alexandre de Moraes. Segundo informações publicadas pelo UOL, Flávio foi intimado na segunda-feira (26), por volta das 11h, a cumprir a ordem judicial.
Além de proibir sua saída do Brasil, Moraes determinou que o senador não mantenha contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo processo. A apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, e Flávio nega irregularidades.
Na segunda-feira, após tomar conhecimento da decisão, o senador publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que nunca havia pensado em deixar o país. Na gravação, declarou que entregaria os passaportes e que contestaria judicialmente a determinação do ministro.
A Polícia Federal investiga se Flávio deixou o território brasileiro e verifica registros de voos e pontos de fronteira. Uma das hipóteses levantadas nas reportagens é que ele tenha passado pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos, mas não havia confirmação independente do trajeto.

