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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

24/02/2016 17:11

Prefeitura da Capital remenda buracos úmidos e desperdiça material

Segundo engenheiro especialista no assunto, seriam precisos até três dias para fenda secar antes de ser colocada massa asfáltica

Ricardo Campos Jr.
Rua ao redor do remendo está encharcada (Foto: Fernando Antunes)Rua ao redor do remendo está encharcada (Foto: Fernando Antunes)
Prefeitura da Capital remenda buracos úmidos e desperdiça material

Equipe a serviço da Prefeitura de Campo Grande foi vista tampando buracos que estavam cheios de água na manhã desta quarta-feira (24), na Rua Cayova, no bairro Tiradentes. Os trabalhadores usaram uma espécie de rodo para esvaziar ao máximo a cratera e jogaram a massa asfáltica em cima da base ainda úmida, enquanto que, para o engenheiro civil Chaia Jacob Neto, especialista em planejamento urbano e professor de estradas da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), é preciso esperar de dois a três dias ensolarados até que a fenda secasse para consertá-la.

A prática não é tecnicamente recomendada e o remendo pode descolar, ocasionando desperdício de material. "Nessa parte úmida acaba não havendo aderência entre o remendo que foi feito e a base que já existia. Vai acabar voltando a abrir o buraco”, explica o especialista.

Ele afirma que é preciso fazer o preenchimento da cratera de preferência com o mesmo material existente embaixo dela. Caso não seja possível, pode ser usada a chamada bica corrida, que é uma mistura de brita com pó de pedra.

“Tenho visto que eles não têm feito a recuperação da base. Têm cortado os quadrados e preenchido o buraco com a massa. Isso não é aconselhável. A massa não tem capacidade de suporte e resistência para isso, aí fica fofo e estoura de Novo”, comenta o engenheiro civil.

Ele afirma ter visto outra equipe fazendo a mesma coisa há alguns dias na Avenida Coronel Antonino: retirando o excesso de água e despejando massa asfáltica em uma fenda úmida. “O trabalho tem que ser feito dentro de um critério técnico, senão você faz duas vezes a mesma coisa e acaba jogando dinheiro fora. Fazer tapa buraco em base úmida, a ligação fica ruim, não consegue ter uma aderência boa”.

Pelas imagens feitas logo depois que a equipe deixou a Rua Cayova é possível ver que existem outros buracos na rua que não foram consertados e que eles estão cheios de água.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Campo Grande disse que a Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) não vê problemas em executar o tapa-buraco dessa forma. Para o órgão, o fato de ter água, em determinados casos, não impede que seja feito o serviço.

Sempre, antes da operação, é feita uma análise técnica e se verificada a viabilidade. Ainda segundo a secretaria, é utilizado um equipamento para a retirada da água e logo depois é colocada a massa asfáltica. Se houver problema no serviço, a empresa responsável é acionada e volta para consertá-lo sem cobrar nada diante da garantia do trabalho.



Esse povo gosta de contar balela mesmo, dizer que fazem analise técnica antes de tapar os buracos, vai mentir assim no inferno, engenheiro nem passa perto das equipes que executam esse serviço, o pessoal simplesmente deve receber a rota e sai executando o serviço
 
juvenul em 24/02/2016 18:40:26
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