A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

22/02/2014 08:15

Prefeitura muda política e moradores de rua "tomam conta" da Capital

Mariana Lopes, Filipe Prado e Edivaldo Bitencourt
Moradores de rua tomam conta de calçadas, praças e vias públicas em diferentes regiões da Capital (Foto: Marcos Ermínio)Moradores de rua tomam conta de calçadas, praças e vias públicas em diferentes regiões da Capital (Foto: Marcos Ermínio)

Nos últimos meses, a mudança na política da Prefeitura Municipal de Campo Grande flexibilizou o atendimento aos moradores de rua. Desde a posse do prefeito Alcides Bernal (PP), o recolhimento de pessoas desabrigadas, realizado pelo serviço social do município, tornou-se opcional.

A mudança é confirmada pelos próprios moradores. Eles contam que não são obrigados a ir para o Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento ao Migrante). Embora não haja dados estatísticos que comprovem, por falta de um órgão competente para fazer o levantamento, é perceptível que a quantidade de moradores de rua aumentou em Campo Grande, principalmente na região central da cidade.

Os dados do Cetremi confirmam a explosão de moradores de rua na Capital, considerando que o número de atendimento do órgão aumentou 156% em um ano.

Enquanto em 2012 foram realizados 3.298 atendimentos, em 2013 este valor subiu para 8.453. E até agora, o Cetremi atendeu 1.443 moradores de rua, nos dois primeiros meses de 2014. Ou seja, em menos de 60 dias deste ano, já atendeu quase metade do número registrado há dois anos. 

De acordo com a diretora de Proteção Social Especial, Lesly Lidiane Ledesma, este valor não representa ainda a totalidade do número de moradores de rua, pois nem todas as pessoas que estão desabrigadas aceitam o atendimento do Cetremi.

Na maioria das vezes, permanecer na rua é a primeira opção de Ronielly Viana Lopes, 22 anos, pois, para ele, é mais vantagem. “Na rua consigo ganhar dinheiro para comprar minha própria cachaça”, diz o rapaz.

Segundo ele, faz duas semanas que não vai para o Cetremi, e reclama que hoje o órgão oferece apenas alimento, e não dá mais roupas aos moradores de rua atendidos.

Também descontente com o serviço oferecido no órgão de assistência, Valmir Almeida, 26, diz que também prefere ficar na rua. “Lá dentro tem muito vandalismo, as pessoas roubam a gente, então prefiro ficar aqui na rua”, alega o morador.

A diretora ressalta que o poder público não pode obrigar uma pessoa a ser acolhida, e por isso é muito comum haver a recusa do atendimento. Os casos mais comuns, segundo Lesly, é com dependentes químicos.

Ela explica que para esse público em geral o acolhimento provisório em uma unidade estatal, como o Cetremi, representa uma série de regras, limites, horários e impedimentos, o que torna a abordagem e o atendimento mais complexo.

Quem vive na rua também encontra tempo para ler, como um livro de autoajuda de como renover as energias em 24 horas (Foto: Marcos Ermínio)Quem vive na rua também encontra tempo para ler, como um livro de autoajuda de como renover as energias em 24 horas (Foto: Marcos Ermínio)
Morador conta que prefere ficar na rua porque ganha mais dinheiro e pode beber (Foto: Marcos Ermínio)Morador conta que prefere ficar na rua porque ganha mais dinheiro e pode beber (Foto: Marcos Ermínio)
Moradores tomam conta de praça até em bairros, como é o caso do São Francisco (Foto: Marcos Ermínio)Moradores tomam conta de praça até em bairros, como é o caso do São Francisco (Foto: Marcos Ermínio)


Tal prefeito tal povinho!!!
 
ADRIANA TORRACA em 22/02/2014 19:09:10
Esse mesmo prefeito que abandonou a cidade e os mendigos, quando locutor de rádio, fez uma voraz campanha para retirada dos mendigos das proximidades da antiga rodoviária, o que fez com que eles viessem pra perto do shopping norte sul, hoje virou um local insuportável, ninguém consegue sair de casa, pois ao sair os marginais sabe que sua casa ficou só e invadem, os roubos são constantes, as bocas de fumo e receptação de coisas roubadas são comuns e ninguém toma uma atitude.
 
Wilson Galeano em 22/02/2014 18:37:43
A cidade está uma vergonha, dá até medo de transitar em alguns lugares, na Barão do Rio Branco com a Ernesto Geisel também está um perigo fica um monte de moradores de rua bebendo. A frase não deveria ser: "deixa o homem trabalhar" e sim "manda o homem trabalhar."
 
Rosangela Siqueira em 22/02/2014 17:21:46
É um absurdo, Campo grande nunca teve isso.
Depois que esse for embora vai demorar uns 10 anos pra cidade voltar aos eixos, isso se voltar.
Bem feito, queriam mudanças está ai.
Nossa capital era bonita limpa e bem cuidada, agora está largada às traças.
 
Pedro Alcantara machado em 22/02/2014 15:03:17
Assim que o Bernal gosta!
 
Cleiton Xavier em 22/02/2014 14:11:05
Por isso é melhor não dar dinheiro para moradores de rua, tem uns em Campo Grande que já fizeram dessa situação profissão, que vejo a mais de 10 anos sempre nos mesmos pontos do cidade pedindo dinheiro e quando não damos ficam bravos e até xingam.
 
Maria Silva em 22/02/2014 12:42:23
Uma das formas de combater a permanência dessas pessoas perambulando pelas ruas da cidade é não dar dinheiro a elas, pois, estão na rua porque são desestruturadas em função do uso contínuo de drogas (álcool e afins). Com a grana que recebem, principalmente nos semáforos, elas se abastecem de drogas e o problema persiste.
 
Juvenal Coelho em 22/02/2014 10:58:32
Na verdade o que ocorreu, é que antes (gestão anterior) tinha uma política de atendimento aos moradores de rua e isso deixou de existir na atual gestão, essa foi a mudança na política de atendimento. Com a troca de gestão Campo Grande, perdeu todos os projetos de atendimentos, em todos os sentidos. Estamos em prefeito há um ano e ainda temos quase três anos desgovernados pela frente. Lamento profundamente por todos nós, que perdemos, porque alguns queriam "mudança", agora ela está aí e somente uma enorme manifestação popular pode mudar isso, pode tirar essa pessoa despreparada e que só sabe brigar, dessa falta de gestão. É cada um por si e Deus por todos, porque o tal prefeito não existe, "As pessoas em primeiro lugar" só é válido para o seu próprio umbigo. LAMENTÁVEL PARA CAMPO GRANDE.
 
Ana Clara em 22/02/2014 09:41:38
Eles deveriam ir para a frente do apartamento milionário do Bernal, que está rindo da cara de todos que votaram nele. Esse homem afundou a cidade. Será que ele não anda pela cidade e vê que está acabando com a cidade?
 
rafael santos em 22/02/2014 09:37:45
Pelo que eu entendi... "deixar o homem trabalhar" é tipo "vai pro facebook"??
 
Daniel Cardoso em 22/02/2014 08:50:25
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions