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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

10/07/2014 15:54

Prefeitura não paga obra desde agosto e deve R$ 2 milhões, diz empresário

Edivaldo Bitencourt e Kleber Clajus
Audiência pública debate paralisação de obra no Jardim Cabreúva (Foto: Marcos Ermínio)Audiência pública debate paralisação de obra no Jardim Cabreúva (Foto: Marcos Ermínio)

A Prefeitura não paga desde agosto do ano passado pela obra do Centro de Belas Artes, que começou em 1991 para ser a nova Estação Rodoviária de Campo Grande e voltou a parar. Segundo o empresário Gilson Molina de Oliveira, da Mark Construções e Engenharia, o município acumula uma dívida de R$ 2 milhões.

A obra do Centro de Belas Artes, que já recebeu R$ 12 milhões do Ministério do Turismo, parou em abril deste ano. De acordo com Oliveira, a empreiteira não recebe há 11 meses e o contrato venceu em 24 de maio deste ano. Até o momento, a Prefeitura não renovou.

A transformação da obra em "elefante branco" foi tema de audiência pública na Câmara Municipal nesta quinta-feira. O debate foi proposto pelo vereador Eduardo Romero (PTdoB). 

“A obra parou por quebra de cláusulas contratuais da Prefeitura”, acusa o empresário. Ele destacou que não há medições atuais da obra.

O secretário municipal de Infraestrutura, Semy Ferraz, alegou que a Mark deixou de receber os recursos porque não apresentou a certidão negativa de quitação de débitos com órgãos federais nem comprovou o recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) dos trabalhadores da obra.

Ele também alega que a dívida é de R$ 200 mil, 10% do montante estimado pela empresa. Conforme Ferraz, foram executadas obras necessárias, mas que não estavam previstas no projeto.

O prédio no Jardim Cabreúva começou a ser construído no Governo de Pedro Pedrossian e chegou a ser inaugurado em um almoço com taxistas em 1993. No entanto, ficou parada na gestão de Wilson Barbosa Martins.

O governador Zeca do PT tentou concluir como rodoviária em duas ocasiões e como centro cultural em uma. No entanto, ações da Prefeitura e do Ministério Público Estadual suspenderam a retomada e conclusão do empreendimento.
Na gestão de André Puccinelli, a obra foi repassada para a Prefeitura da Capital, que obteve um acordo com o Ministério Público para concluí-la como Centro de Belas Artes. Mesmo com dinheiro liberado pelo Ministério do Turismo, a obra foi paralisada novamente e a conclusão exige investimento de aproximadamente R$ 25 milhões.



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