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Capital

Prefeitura rebate pesquisador e cita taxa de letalidade entre as menores do País

Infectologista declarou que mortes por falta de leitos podem ocorrer a partir da próxima semana na Capital

Por Gabriel Neris | 30/07/2020 17:52
Ambulância chega ao Hospital Regional, onde há hospital de campanha (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Ambulância chega ao Hospital Regional, onde há hospital de campanha (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Em resposta as críticas sobre medidas contra o coronavírus em Campo Grande, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) voltou a citar que a cidade tem uma das menores taxas de letalidade do País entre as capitais. Em nota, também garantiu que o monitoramento dos pacientes em isolamento domiciliar foi ampliado.

Durante live da Secretaria Estadual de Saúde, o pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Júlio Croda, avaliou que a Capital não teve nenhum impacto positivo com as medidas adotadas para frear a contaminação por covid-19.

O infectologista defendeu medidas mais drásticas, como lockdown e disse que “já na semana que vem vamos ver paciente morrendo por falta de leitos de UTI em Campo Grande”, considerando o ritmo de contaminações nos últimos 30 dias. Ele disse ainda que a Capital perdeu a capacidade de monitorar os pacientes por 14 dias, tempo de quarentena.

A Sesau afirma que o monitoramento de pacientes em isolamento foi ampliado em julho e que o acompanhamento é feito diariamente ou a cada dois dias, “levando em consideração o quadro de saúde de cada paciente”.

“Também é feito o monitoramento dos contactantes próximos a essa pessoa, principalmente aqueles que moram na mesma residência. Caso apresente algum sintoma, o novo caso suspeito é encaminhado à unidade de saúde para atendimento médico”, apontou a secretaria.

A pasta reformou que os leitos de UTI chegaram a 274, em hospitais públicos e privados, somente para covid-19, e que Campo Grande conta com 324 leitos clínicos para tratamento de pacientes infectados.

“A Capital conta hoje com uma taxa de mortalidade pela Covid-19 de 1,17%, sendo menor do que a média estadual e menos da metade da média nacional. Aqueles pacientes que necessitaram de internação e evoluíram para óbito em menos de 24 horas foram apenas três, sendo apenas 2,5% do total de óbitos na cidade. Em todos os casos notou-se a semelhança pela demora em buscar atendimento médico, dando entrada nas unidades de saúde já em estado gravíssimo”, completa a nota.