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Capital

Presa em operação, empresária é filha de dono de gráfica alvo da Lama Asfáltica

Família de Olívia Jafar é proprietária da Gráfica Alvorada

Por Silvia Frias e Angela Kempfer | 07/07/2026 10:09


Presa em operação, empresária é filha de dono de gráfica alvo da Lama Asfáltica

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Olívia Paroschi Jafar, sócia-administradora da Clínica Ross, foi presa durante a Operação Gutenberg, do Gaeco, que apura esquema de R$ 27 milhões em contratos públicos de livros paradidáticos em MS, SP e GO. Foram cumpridos 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão. Sua mãe, Rossana Jafar, já foi investigada em 2017 por fraudes envolvendo a Gráfica Alvorada, que recebeu R$ 37,4 milhões em contratos irregulares com o Estado.

A mulher presa esta manhã no Edifício Olavo Bilac, na Avenida Ricardo Brandão, é Olívia Paroschi Jafar, sócia-administradora da Clínica Ross, empresa que também foi alvo da Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), deflagrada em MS e mais dois estados.

A operação apura um suposto esquema que teria movimentado mais de R$ 27 milhões em contratos públicos envolvendo a venda de livros usados como apoio de ensino. Estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Um dos 43 mandados de busca e apreensão foi cumprido na clínica, localizada no Jardim dos Estados. A empresa foi fundada em maio de 2026, tendo como descrição econômica principal “atividade médica ambulatorial restrita a consultas”.

A família Jafar tem outras atividades econômicas na cidade, entre elas a Gráfica Alvorada, que tem como sócia-administradora Rossana Paroschi Jafar, mãe de Olívia.

Rossana já foi alvo da 4ª fase da Operação Lama Asfáltica, a Máquinas de Lama, em 2017, quando a PF (Polícia Federal) investigava suspeitas de desvios também envolvendo contratos de compra de livros didáticos pelo Governo de Mato Grosso do Sul.

A apuração indicou que a Gráfica Alvorada recebeu R$ 37,4 milhões em contratos com o Estado de forma fraudulenta, em esquema envolvendo empresários e agentes públicos. O marido de Rossana, dono da empresa e já falecido, chegou a ficar preso durante as investigações.

Em Campo Grande, os presos estão sendo levados para Depac/Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), no Tiradentes.

Investigação - A Operação Gutenberg, deflagrada nesta terça-feira pelo Gaeco, apura um suposto esquema que teria movimentado mais de R$ 27 milhões em contratos públicos para compra de livros paradidáticos.

Entre os alvos está Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Junior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a investigação mira uma organização formada por empresários e servidores públicos, suspeita de direcionar contratos por inexigibilidade de licitação e distribuir valores entre empresas e pessoas usadas para ocultar a origem do dinheiro. Além da compra de livros, o Gaeco apura possível atuação do grupo na saúde pública, com uso de influência sobre exames, cirurgias e vagas em hospitais para pressionar ou beneficiar municípios ligados ao esquema.



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