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Capital

Presidente da Fetems é ameaçado de morte

Por Lidiane Kober | 04/12/2013 18:09
Presidente da Fetems estava ao lado de Zeca e de outros líderes de movimentos sociais quando foi informado da ameaça (Foto: Cleber Gellio)
Presidente da Fetems estava ao lado de Zeca e de outros líderes de movimentos sociais quando foi informado da ameaça (Foto: Cleber Gellio)

Após liderar movimento para barrar o “Leilão da Resistência”, o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botarelli César, foi ameaçado de morte, na tarde desta quarta-feira (4).

Ele ainda estava na Justiça Federal comemorando a decisão da juíza Janete Lima Miguel, que concedeu liminar e determinou a suspensão do leilão, previsto para arrecadar fundos para a contratação de seguranças e compra de armas visando proteger as propriedades rurais das invasões indígenas, quando foi comunicado da ameaça.

“Um homem ligou na Fetems, se identificou apenas como Maurício, disse que era pistoleiro e mandou eu me cuidar para não morrer”, relatou Botarelli. “A Fetems existe para cuidar da educação, mas tem um importante papel social e luta pela democracia e pelas minorias”, disse para justificar seu empenho na luta pela causa indígena.

Em nota, a direção da Fetems detalhou a ameaça. “O indivíduo que realizou esta ação se identificou como Mauricio Pistoleiro e proferiu palavras de baixo calão, seguidas de ameaças contra a vida do nosso dirigente”, relatou a entidade no texto. “O professor Roberto Botareli representa atualmente mais de 25 mil, portanto, a ameaça a ele é a todos nós”, completou.

Ainda na nota, a Fetems disse que “a intimidação, a ameaça oculta é dos covardes, pois a luta que fazemos é transparente, nós colocamos a nossa cara, a nossa bandeira, nós vamos para as ruas, nos mobilizamos, nos unimos a toda a classe trabalhadora de nosso país, não temos medo, por isso, nos indignamos quando passamos por situações como essa”. A entidade informou ainda que “tomou as providências cabíveis, tanto de segurança, quanto de denúncia”.

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