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Capital

Preso, assassino de professora nega que tenha tentado fugir

Por Gabriel Neris e Helton Verão | 27/08/2012 16:28

Evandro Fernandes confessou o crime. Ele teve a prisão preventiva decretada

Rapaz chorou durante apresentação e disse que precisa de tratamento (Foto: Rodrigo Pazinato)
Rapaz chorou durante apresentação e disse que precisa de tratamento (Foto: Rodrigo Pazinato)

A polícia apresentou na tarde desta segunda-feira (27), no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), Evandro José Barbosa Fernandes, de 34 anos, assassino confesso da esposa, a professora Zilca Fernandes Marques, 46. O crime ocorreu na última quarta-feira (22) no bairro Chácara do Poderes, em Campo Grande.

Evandro Fernandes confessou que matou a professora com 11 facadas. A prisão preventiva dele foi decretada, sob o argumento principal de que representa perigo à sociedade. Evandro foi indiciado por homicídio doloso.

Ele foi preso na tarde de sexta-feira quando estava dentro de um veículo Corsa na rua Santa Helena, na Vila Jacy. O carro era dirigido pelo irmão. A polícia acredita que Evandro tentava fugir, já que foi encontrado agachado no banco de trás do veículo e objetos pessoais foram achados no porta-malas.

Evandro alegou que não estava fugindo e afirmou que estava indo para a entidade Nosso Lar para se internar. Dependente químico, afirmou ter perdido as contas de quantas vezes passou por tratamento.

Ele disse que é dependente de pasta-base e cuidava de uma clínica de recuperação administrada pela própria família. A partir de 2005, passou a administrar o lugar.

O rapaz afirmou que passou dois anos sem usar drogas, mas teve recaídas e utilizada o dinheiro da clínica para comprar pasta-base. O pai, o irmão e a ex-mulher de Evandro registram boletim de ocorrência contra o rapaz por agressão.

De acordo com o delegado Márcio Custódio, a professora descobriu que Evandro havia voltado a se drogar. Ele sumiu por dois dias para usar drogas no matagal, segundo o próprio rapaz, e voltou.

Evandro diz que foi empurrado por Zilca e depois aplicou os 11 golpes com a faca. A polícia contesta que a professora o teria empurrado.

Durante a apresentação, Evandro chorou e disse estar arrependido. “Se pudesse voltar atrás, voltaria. Não sei por que tenho tanto medo, por isso me drogava. Preferia morrer”. A todo o momento o rapaz dizia que precisa de tratamento.

A polícia tem 10 dias para concluir o inquérito e espera encerrar o caso na próxima segunda-feira. Evandro foi indiciado por homicídio doloso.

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