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Campo Grande, Quinta-feira, 29 de Junho de 2017

01/11/2016 12:08

Professora morre e boato de meningite assusta pais e alunos

Luana Rodrigues
Caso ocorreu na escola Paulo Freire, em Campo Grande. (Foto: Arquivo)Caso ocorreu na escola Paulo Freire, em Campo Grande. (Foto: Arquivo)

A morte de uma professora de 49 anos, neste fim de semana, levou mais que luto a professores, pais e alunos da Escola Paulo Freire, no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. Um boato de que a causa da morte da professora do ensino infantil teria sido meningite – doença infecciosa das meninges das membranas do cérebro que pode ser contagiosa – deixou a todos apavorados.

A direção da escola diz que já informou e explicou a toda comunidade escolar que a doença pela qual a professora morreu não é contagiosa, conforme informações da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), mesmo assim muitos continuam preocupados e inflamam o boato. 

“Estamos muito tristes, porque a professora trabalhava conosco há 20 anos e não conseguimos nem viver o luto direito por conta deste boato. Já enviamos um bilhete aos país explicando que a morte da nossa professora não foi causada por meningite, mesmo assim alguns insistem em inflamar o boato”, diz a coordenadora da escola, Andreia Avesani Spengler.

Para eliminar qualquer dúvida, o Campo Grande News entrou em contato com a Secretaria de Saúde do município, que confirmou a versão da escola.

O boato tomou proporções tão grandes, que a escola procurou ajuda da Sesau para explicar aos pais sobre a morte. “Pedimos o laudo que indica a causa da morte, mas eles explicaram que não poderiam nos passar por questões éticas, então solicitamos que venham a escola explicar o que houve”, conta.

A direção da escola também mandou fazer uma assepsia – técnica de esterilização para impedir a entrada, permanência e proliferação de germes que provocam infecções, nos organismos, ambientes e objetos – para “acabar com qualquer rumor e tranquilizar os pais”, porém a atitude só levantou mais suspeitas.

Segundo a Sesau, exames que indicaram que a professora morreu com uma inflamação nas meninges do cérebro, por isso os sintomas semelhantes, mas esta inflamação não é o mesmo que meningite, e não há nenhum risco de contagio.

Ainda conforme a Sesau, por conta do apavoramento dos pais, nesta semana uma equipe da URR (Unidade de Resposta Rápida) da prefeitura fará uma palestra na escola, explicando a diferença entre a causa da morte da professora e a meningite.

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