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Meio Ambiente

Cágado surge na Ernesto Geisel e motorista encara barranco para ajudar

Cena foi registrada na tarde desta sexta-feira (7), em Campo Grande

Por Gustavo Bonotto | 07/08/2026 16:30

Um cágado que apareceu no meio da Avenida Ernesto Geisel ganhou uma ajuda para voltar ao córrego e escapar do risco de atropelamento, na tarde desta sexta-feira (7), em Campo Grande. O animal estava na pista, perto do Rio Anhanduí, quando o autônomo Jesus Matheus Lima, de 36 anos, parou o carro e o levou até a margem. Para completar a missão, ainda precisou descer o barranco alto que separa a avenida do curso d'água.

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Um cágado foi resgatado na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, nesta sexta-feira (7), após ser encontrado no meio da pista, próximo ao Rio Anhandui. O autônomo Jesus Matheus Lima, de 36 anos, parou o carro e levou o animal até a margem do córrego, descendo um barranco íngreme. A Polícia Militar Ambiental orienta não realocar animais silvestres para regiões diferentes de onde foram encontrados, pois isso pode afetar o equilíbrio do ecossistema.

Jesus trafegava pela Ernesto Geisel quando percebeu algo se mexer no asfalto. “Parei de imediato, liguei o alerta e vi que era essa tartaruga”, contou ao Campo Grande News.

Ele estacionou o veículo, pegou o cágado e começou a gravar a descida até o córrego. “Pensei: agora vou ter que fazer o quê? Descer o córrego para colocar esse rapaz lá embaixo. Ia morrer atropelado”, diz.

Com o animal nas mãos, Jesus seguiu pela ribanceira e resumiu o desafio antes de chegar à margem. Apesar do caminho íngreme, conseguiu deixar o cágado em uma área próxima da água.

No percurso, ele ainda encontrou outro exemplar perto do córrego. O segundo cágado seguiu sozinho em direção à parte mais baixa, enquanto Jesus deixou o animal resgatado na mesma região.

A cena pode parecer incomum para quem passa de carro pela Ernesto Geisel, mas a PMA (Polícia Militar Ambiental) explica que o aparecimento de animais silvestres nessas regiões faz parte da dinâmica ambiental de Campo Grande.

Segundo a corporação, áreas verdes e córregos funcionam como corredores ecológicos e permitem o deslocamento da fauna pela cidade. Por isso, animais podem aparecer perto de ruas, avenidas e imóveis localizados nesses trajetos.

A PMA pondera que nem toda situação exige intervenção. “Depende das circunstâncias. Como o animal estava na via, poderia estar correndo risco durante seu deslocamento, mas também é um risco para o motorista realizar essa intervenção, pois terá contato com o animal, mas nada impede”, explicou.

A orientação é evitar levar o bicho para uma região diferente daquela onde foi encontrado. “O que não pode ocorrer é retirar o animal do local em que ele está e levar para outra região, pois isso interfere em seus hábitos e pode afetar o equilíbrio do ecossistema”, informou a corporação.